Esquerdismo, uma doença mental grave


Por Luciano Ayan

Geralmente vemos esquerdistas se referirem a quem é da direita como um “louco da direita”, e daí por diante. Enquanto isso, a crença esquerdista é baseada em quê? É isso que começamos a investigar de uma forma mais clínica a partir do livro The Liberal Mind: The Psychological Causes of Political Madness, de Lyle Rossiter, lançado em 2011.

Conforme a review da Amazon, já notamos a paulada que será dada nos esquerdistas:

“Liberal Mind traz o primeiro exame profundo da loucura política mais relevante em nosso tempo: os esforços da esquerda radical para regular as pessoas desde o berço até o túmulo. Para salvar-nos de nossas vidas turbulentas, a agenda esquerdista recomenda a negação da responsabilidade pessoal, incentiva a auto-piedade e auto-comiseração, promove a dependência do governo, assim como a indulgência sexual, racionaliza a violência, pede desculpas pela obrigação financeira, justifica o roubo, ignora a grosseria, prescreve reclamação e imputação de culpa, denigre o matrimônio e a família, legaliza todos os abortos, desafia a tradição social e religiosa, declara a injustiça da desigualdade, e se rebela contra os deveres da cidadania. Através de direitos múltiplos para bens, serviços e status social não adquiridos, o político de esquerda promete garantir o bem-estar material de todos, fornecendo saúde para todos, protegendo a auto-estima de todos, corrigindo todas as desvantagens sociais e políticas, educando cada cidadão, assim como eliminando todas as distinções de classe. O esquerdismo radical, assim, ataca os fundamentos da liberdade civilizada. Dadas as suas metas irracionais, métodos coercitivos e fracassos históricos, juntamente aos seus efeitos perversos sobre o desenvolvimento do caráter, não pode haver dúvida da loucura contida na agenda radical. Só uma agenda irracional defenderia uma destruição sistemática dos fundamentos que garantem a liberdade organizada. Apenas um homem irracional iria desejar o Estado decidindo sua vida por ele, ao invés e criar condições de segurança para ele poder executar sua própria vida. Só uma agenda irracional tentaria deliberadamente prejudicar o crescimento do cidadão em direção à competência, através da adoção dele pelo Estado. Apenas o pensamento irracional trocaria a liberdade individual pela coerção do governo, sacrificando o orgulho da auto-suficiência para a dependência do bem-estar. Só um louco iria visualizar uma comunidade de pessoas livres cooperando e ver nela uma sociedade de vítimas exploradas pelos vilões.”

O que temos aqui, na obra de Rossiter, é o tratamento do esquerdismo de forma clínica, por um psiquiatra forense. (Um pouco mais no site do autor do livro, e um pouco mais sobre sua prática profissional).

O modelo de mente esquerdista

O livro é bastante analítico, e, por vezes, até chato de se ler. Quem está acostumado a livros de fácil leitura de autores conservadores de direita, como Glenn Beck e Ann Coulter, pode até se incomodar. Outro livro que fala do mesmo tema é Liberalism Is a Mental Disorder: Savage Solution, de Michael Savage. Mas o livro de Savage é também uma leitura informal, embora séria. O livro de Rossiter é acadêmico, de leitura até difícil, sem muitas concessões comerciais, e de um rigor analítico simplesmente impressionante. Se não é sua leitura típica para curar insônia, ao menos o conteúdo poderoso compensa o tratamento seco e acadêmico dado ao tema.

Segundo Rossiter, a mente esquerdista tem um padrão, que se reflete tanto em um padrão comportamental, quanto um padrão de crenças e alegações. Portanto, é possível “modelar” a mente do esquerdista a partir de uma série de padrões. A partir daí, Rossiter investiga uma larga base de conhecimento de desordens de personalidade, e usa-as para modelar os padrões de comportamento dos esquerdistas. Segundo Rossiter, basta observar o comportamento de um esquerdista, mapear suas crenças e ações, e compará-los com os dados científicos a respeito de algumas patologias da mente. A mente esquerdista pode ser classificada como um distúrbio de personalidade por que as crenças e ações resultantes deste tipo de mentalidade se encaixam com exatidão no modelo psiquiátrico do distúrbio de personalidade. As análises de Rossiter são feitas tanto nos contextos individuais (a crença do cidadão esquerdista em relação ao mundo), como nos contextos corporativos (ação de grupo, endosso a políticos profissionais, etc.).

Rossiter nos lembra que a personalidade é socializada pelos pais e pela família, como uma parte do desenvolvimento infantil. Mesmo com a influência do ambiente escolar, são os pais que preparam a criança para o futuro. A partir disso, ele avalia o que é um desenvolvimento sadio, para desenvolver uma personalidade apta a viver em um mundo orientado a valorização da competência, dentro do qual essa personalidade deverá reagir. Uma personalidade sadia reagiria bem a esse mundo já sem a presença dos pais, enquanto uma personalidade com distúrbio não conseguiria o mesmo sucesso. Em cima disso, Rossiter avalia a personalidade desenvolvida com os itens da agenda esquerdista, demonstrando que muitos itens dessa agenda estão em oposição ao desenvolvimento sadio da personalidade.

Para o seu trabalho, Rossiter classifica os esquerdistas em dois tipos: benignos e radicais. Os radicais são aqueles cujas ações (agenda) causam dano a outros indivíduos. De qualquer forma, os esquerdistas benignos (seriam os moderados) dão sustentação aos esquerdistas radicais.

Rossiter define o homem como uma fonte autônoma de ação, ao mesmo tempo em que está envolvido em relações, como as econômicas, sociais e políticas. Isto é definido por Rossiter como a Natureza Bipolar do Homem, pois mesmo que ele seja capaz de ação independente, também é restrito pelo contexto social, na cooperação com os outros. A partir dessa constatação, tudo o mais flui. Para permitir que o homem seja capaz de operar com sucesso em seu ambiente natural, deve existir um desenvolvimento adequado da personalidade. Este desenvolvimento da personalidade surge a partir dos outros, idealmente a mãe e a família.

Outro ponto central: toda a análise de Rossiter é feita no contexto de uma sociedade livre, não de uma sociedade totalitária. Portanto, ele avalia o quão alguém é sadio em termos de personalidade para viver em uma sociedade democrática, e não em uma sociedade formalmente totalitária, como Coréia do Norte, Cuba ou China, por exemplo.

Competência em uma sociedade livre

Fica claro que não devemos esperar de Rossiter avaliação sobre um modelo de personalidade para toda e qualquer sociedade, pois ele é bem claro em seu intuito: desenvolver e estudar personalidades competentes para a vida em uma sociedade livre. A manutenção de tal sociedade requer regras para existir, que devem ser codificadas em leis, hipóteses, assim como regras do senso comum.

Nesse contexto, as habilidades a seguir são aquelas de um adulto competente em uma sociedade com liberdade organizada:

  • Iniciativa – Fazer as coisas acontecerem.
  • Atuação – Agir com propósito.
  • Autonomia – Agir independentemente.
  • Soberania- Viver independentemente, através da tomada de decisão competente.

Rossiter define os direitos naturais do homem, para uma pessoa adulta vivendo em uma sociedade de liberdade organizada. Estes compreendem o exercício, conforme qualquer um escolher, das habilidades selecionadas acima, todas elas sujeitas às restrições necessárias para uma sociedade com paz e ordem. Assim, direitos naturais resultam da combinação de natureza humana e liberdade humana. Natureza humana significa viver como alguém quiser, sujeito as restrições necessárias para paz e ordem.

Considerando estes atributos humanos, Rossiter define como uma ordem social adequada, aquela que possui os seguintes aspectos:

  • Honra a soberania do indivíduo
  • Respeita a liberdade do indivíduo.
  • Respeita a posse de propriedade e integridade dos contratos.
  • Respeita o princípio da igualdade sob a lei.
  • Requer limites constitucionais, para evitar que o governo viole os direitos naturais.

 Os aspectos acima são avaliados na perspectiva do indivíduo, não de grupos ou classes, em um processo relacionado à individuação, conceito originado em Jung. Neste processo, o ser humano evolui de um estado infantil de identificação para um estado de maior diferenciação, o que implicará necessariamente em uma ampliação da consciência. A partir daí, surge cada vez mais o conhecimento de si-mesmo, em detrimento das influências externas. Eventuais resistências à individuação são causas de sofrimento e distúrbios psiquícos.

Segundo Rossiter, o indivíduo adulto que passou adequadamente pelo processo de individuação assume de forma coerente seu direito a vida, liberdade e busca da felicidade. Mesmo assim, isso não significa que ele pode fazer o que quiser, pois deve respeitar o individualismo dos outros e interagir com eles através da cooperação voluntária. Assim, o individualismo deve ser associado com mutualidade, para o desenvolvimento de um adulto competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada.

Rossiter estuda com afinco as características de desenvolvimento do invidíduo, de acordo com regras pelas quais ele pode viver em uma sociedade de liberdade organizada, e lista sete direitos individuais do cidadão comum, dentro dos quais ele pode exercitar sua autonomia, livre da interferência do governo:

  •  Direito de auto-propriedade (autonomia)
  • Direito de primeira posse (para controlar propriedade que não tenha sido de posse de ninguém antes)
  • Direito de posse e troca (manter, trocar ou comercializar)
  • Direito de auto-defesa (proteção de si próprio e da proriedade)
  • Direito de compensação justa pela retirada (a partir do governo)
  • Direito a acesso limitado (a propriedade dos outros em emergências)
  • Direito a restituição (por danos a si próprio ou propriedade)

Estes são normalmente chamados de direitos naturais, direitos de liberdade ou direitos negativos. O governo deve ser estruturado para proteger estes direitos, e precisa ser estruturado de forma que não infrinja-os. A obrigação do governo em uma sociedade de liberdade organizada envolve implementar e sustentar estas regras para proteger o cidadão de infrações cometidas tanto por outros como pelo próprio governo.

Eis que surge o problema da mente esquerdista, que quer atacar basicamente todos os pilares acima. Em cima disso, Rossiter levanta as crenças da mente esquerdista, que, juntas, dão um fundamento do modelo da mente deles:

  •  Modelos sociais ideais tradicionais estão ultrapassados e não se aplicam mais.
  • A direção do governo é melhor do que ter os cidadãos tomando conta de si próprios.
  • A melhor fundação política de uma sociedade organizada ocorre através de um governo centralizado.
  • O objetivo principal da política é alcançar uma sociedade ideal na visão coletiva.
  • A significância política do invidíduo é medida a partir de sua adequação à coletividade.
  • Altruísmo é uma virtude do estado, embutida nos programas do estado.
  • A soberania dos indivíduos é diminuída em favor do estado.
  • Direitos a vida, liberdade e propriedade são submetidos aos direitos coletivos determinados pelo estado.
  • Cidadãos são como crianças de um governo parental.
  • A relação do indivíduo em relação ao governo deve lembrar aquela que a criança possui com os pais.
  • As instituições sociais tradicionais de matrimônio e família não são muito importantes.
  • O governo inchado é necessário para garantir justiça social.
  • Conceitos tradicionais de justiça são inválidos.
  • O conceito coletivista de justiça social requer distribuição de riqueza.
  • Frutos de trabalho individual pertencem à população como um todo.
  • O indivíduo deve ter direito a apenas uma parte do resultado de seu trabalho, e esta porção deve ser especificada pelo governo.
  • O estado deve julgar quais grupos merecem benefícios a partir do governo.
  • A atividade econômica deve ser cuidadosamente controlada pelo governo.
  • As prescrições do governo surgem a partir de intelectuais da esquerda, não da história.
  • Os elaboradores de políticas da esquerda são intelectualmente superiores aos conservadores.
  • A boa vida é um direito dado pelo estado, independentemente do esforço do cidadão.
  • Tradições estabelecidas de decência e cortesia são indevidamente restritivas.
  • Códigos morais, éticos e legais tradicionais são construções políticas.
  • Ações destrutivas do indivíduo são causadas por influências culturais negativas.
  • O julgamento das ações não deve ser baseado em padrões éticos ou morais.
  • O mesmo vale para julgar o que ocorre entre nações, grupos éticos e grupos religiosos.

Como tudo na vida, o aceite de crenças tem consequências. No caso do aceite das crenças esquerdistas, consequências incluem:

  • Dependência do governo, ao invés de auto-confiança.
  • Direção a partir do governo, ao invés da auto-determinação.
  • Indulgência e relativismo moral, ao invés de retidão moral.
  • Coletivismo contra o individualismo cooperativo.
  • Trabalho escravo contra o altruísmo genuíno.
  • Deslocamento do indivíduo como a principal unidade social econômica, social e política.
  • A santidade do casamento e coesão da família prejudicada.
  • A harmonia entre a família e a comunidade prejudicada.
  • Obrigações de promessas, contratos e direitos de propriedade enfraquecidos.
  • Falta de conexão entre premiações por mérito e justificativa para estas premiações.
  • Corrupção da base moral e ética para a vida civilizada.
  • População polarizada em guerras de classes através de falsas alegações de vitimização e demandas artificiais de resgate político.
  • A criação de um estado parental (nanny state) e administrativo idealizado, dotado de vastos poderes regulatórios.
  • Liberdade invididual e coordenação pacífica da ação humana severamente comprometida.

Aliás, eu acho que Rossiter esqueceu de consequências adicionais como: Aumento do crime, devido a tolerância ao crime e Incapacidade de uma base lógica para que a sociedade sequer tenha condição de julgar o status em que se encontra.

Por que a mente esquerdista é uma patologia?

Para Rossiter, a melhor forma de avaliar a mente do esquerdista é a através dos valores que ele tem, e os que ele rejeita. Mais:

“Como todos os outros seres humanos, o esquerdista moderno revela seu verdadeiro caráter, incluindo sua loucura, nos valores que possui e que descarta. De especial interesse, no entanto, são os muitos valores sobre os quais a mente esquerdista não é apaixonada: sua agenda não insiste em que o invidívuo é a principal unidade econômica, social e política, ele não idealiza a liberdade individual em uma estrutura de lei e ordem, não defende os direitos básicos de propriedade e contrato, não aspira a ideais de autonomia e reciprocidade autênticas. Ele não defende a retidão moral ou sequer compreende o papel crítico da moralidade no relacionamento humano. A agenda esquerdista não compreende uma identidade de competência, nem aprecia sua importância, e muito menos avalia as condições e instituições sociais que permitam seu desenvolvimento ou que promovam sua realização. A agenda esquerdista não compreende nem reconhece a soberania, portanto não se importa em impor limites estritos de coerção pelo estado. Ele não celebra o altruísmo genuíno da caridade privada. Ele não aprende as lições da história sobre os males do coletivismo.”

Rossiter diz que as crianças não nascem com este “programa”, que é adquirido especialmente durante o aprendizado escolar. Em resumo: um adulto, competente para operar em uma sociedade de liberdade organizada, na maior parte das vezes adquire estes valores dos pais e da família, mas um esquerdista radical não.

Basicamente, o esquerdismo pode ser caracterizado como uma neurose, baseada nos traumas do relacionamento com a família durante o desenvolvimento da personalidade. Sendo uma neurose de transferência, ela compreende as projeções inconscientes das psicodinâmicas da infância nas arenas políticas da vida adulta. É o resultado de uma falha no treino da criança nos elementos psicodinâmicos básicos de um adulto, competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada. (Obviamente, um esquerdista jamais irá reconhecer as “fendas” em seu desenvolvimento de criança até um adulto).

Rossiter nos diz mais:

“Sua neurose é evidente em seus ideais e fantasias, em sua auto-justiça, arrogância e grandiosidade, na sua auto-piedade, em suas exigências de indulgência e isenção de prestação de contas, em suas reivindicações de direitos, em que ele dá e retém, e em seus protestos de que nada feito voluntariamente é suficiente para satisfazê-lo. Mais notadamente, nas demandas do esquerdista radical, em seus protestos furiosos contra a liberdade econômica, em seu arrogante desprezo pela moralidade, em seu desafio repleto de ódio contra a civilidade, em seus ataques amargos à liberdade de associação, em seu ataque agressivo à liberdade individual. E, em última análise, a irracionalidade do esquerdista radical é mais aparente na defesa do uso cruel da força para controlar a vida dos outros.”

Agora fica mais fácil entender por que os esquerdistas são tão frustrados e raivosinhos em suas interações, não?

Os cinco déficits principais do esquerdista

Um esquerdista apresenta, segundo Rossiter, cinco principais déficits, cada um mais evidente nas diversas fases do desenvolvimento, desde os primeiros meses após o nascimento, até a entrada da fase adulta.

  1. Confiança básica: O primeiro déficit relaciona-se a confiança básica. Isto é, a falta de confiança nos relacionamentos entre pessoas por consentimento mútuo. Por isso, o esquerdista age como se as pessoas não conseguissem criar boas vidas por si próprios através da cooperação voluntária e iniciativa individual. Por isso, colocam toda essa coordenação nas mãos do estado, que funciona como um substituto para os pais. Se a criança não consegue conviver com os irmãos, precisa de pais como árbitros. Este déficit inicia-se no primeiro ano de vida. As interações positivas de uma criança com a mãe o introduzem a um mundo de relacionamento seguro, agradável, mutuamente satisfatório e a partir do “consentimento” entre ambas as partes. Mas caso exista um relacionamento anormal e abusivo na infância, algo de errado ocorre, e essa aquisição de confiança básica é profundamente comprometida. Lembremos que a ingenuidade é problemática, mas o esquerdista é ingênuo perante o governo, que tem mais poder de coerção, enquanto suspeita dos relacionamentos humanos não abitrados pelo governo.
  2. Autonomia: Após os primeiros 15 meses, uma criança começa a incorporar os fundamentos de autonomia, auto-realização, assim como fundamentos de mutualidade, ou auto-realização (assim como realização dos outros). A partir dessa fase, a criança começa a agir por si própria para ter suas necessidades satisfeitas, de acordo com aqueles que cuidam dela. Junto com a ideia de autonomia, surgem ideias como auto-confiança, auto-direção e auto-regulação. A criança “mimada”, que cresce dependente do excesso de indulgência dos pais é privada das virtudes de auto-confiança e auto-controle e de atitudes necessárias para cooperação com os outros.
  3. Iniciativa: No desenvolvimento normal, esta é a capacidade de se iniciar bons trabalhos para bons propósitos, sendo desenvolvida nos primeiros quatro ou cinco anos da vida de uma criança. No caso da falta de iniciativa, há falta de auto-direção, vontade e propósito, geralmente buscando relacionamentos com os outros de forma infantil, sempre pedindo por condescendência, ao invés de lutar para ser respeitado. Pessoas como esta personalidade normalmente assumem um papel infantil em relação ao governo, votando para aqueles que prometem segurança material através da obrigação coletiva, ao invés de votar naqueles comprometidos com a proteção da liberdade individual. A inibição da iniciativa pode ocorrer por culpa excessiva adquirida na infância, surgindo, por instância, do completo de Édipo.
  4. Diligência: Assim como a iniciativa é a habilidade de iniciar atos com boas metas, diligência é a habilidade para completá-los. A criança, no seu desenvolvimento escolar, se torna apta a completar suas ações de forma cada vez mais competente. Na fase da diligência, a criança aprende a fazer e realizar coisas e se relacionar de formas mais complexas com pessoas fora de seu núcleo familiar. A meta desta fase é o desenvolvimento da competência adulta. É a era da aquisição da competência econômica e da socialização. Nessa fase, se aprende a convivência de acordo com códigos aceitos de conduta, de acordo com as possibilidades culturais de seu tempo, de forma a canalizar seus interesses na direção da cooperação mútua. Quando as coisas não vão muito bem, surgem desordens comportamentais, uso de drogas, ou delinquência, assim como o surgimento de ações que sabotam a cooperação. A tendência é a geração de um senso de inferioridade, assim como déficits nas habilidades sociais, de aprendizado e identificações construtivas, que deveriam ser a porta de entrada para a aquisição da competência adulta. Atitudes que surgem destas emoções patológicas podem promover uma dependência passiva comportamental como uma defesa contra o medo diante das relações humanas, vergonha, ou ódio.
  5. Identidade: O senso de identidade do adolescente é alterado assim que ele explora várias personas, múltiplas e as vezes contraditórias, na construção de seu self. Ele deve se confrontar com novos desafios em relação ao balanço já estabelecido entre confiança e desconfiança, autonomia e vergonha, iniciativa e culpa, diligência e inferioridade. Esta fase testa a estabilidade emocional que foi desenvolvida pela criança, assim como sua racionalidade, sendo de adequação e aceitabilidade, superação de obstáculos, e o aprofundamento das habilidades relacionais. O desenvolvimento desta identidade adulta envolve o risco percebido de acreditar nas instituições sociais. O adulto quer uma visão do mundo na qual possa acreditar. Isto é especialmente importante se ele sofreu formas de abuso anteriormente. Sua consciência ampliada de quem ele é facilita uma integração entre suas identidades do passado e do presente com sua identidade do futuro. Nesta fase do desenvolvimento o jovem pode ser vítima das ofertas ilusórias do esquerdismo. É a fase “final” da escolha.

Há uma cura para o esquerdismo?

Com uma identidade mantida por uma série de neuroses, o esquerdista não consegue mais assumir responsabilidades pelos seus atos, e muito menos pelas consequências de suas ações. Tende a se fazer de vítima para conseguir o que quer, e não se furta em mentir para conseguir seus objetivos. É quando podemos questionar: há uma cura para isso tudo? Possivelmente, mas a questão é que o esquerdista deve buscar ajuda por si próprio, mas quanto mais ele estiver recebendo reforço de seus grupos, menos vontade ele terá para fazê-lo. Ao contrário, mesmo com tantos déficits e tamanhos delírios, ele sempre julgará estar com a razão.

Diante disso, quem pode fazer algo pelos esquerdistas são os direitistas, mas isso só pode acontecer pela via da refutação e do desmascaramento de suas ações. Incapazes de julgarem seus próprios atos, jamais se deve confiar no auto-julgamento de um esquerdista. Todas as auto-rotulagens e outro-rotulagens tendem a ser mentirosas, assim como seus argumentos. A refutação de uma parte externa, não contaminada pela ideologia esquerdista, é a única alternativa que pode dar um fio de esperança ao esquerdista.

Entretanto, mesmo que ainda exista esperança para o esquerdista, os maiores afetados são os não-esquerdistas, que possuem suas vidas impactadas por suas crenças. Por isso, as nossas ações não devem ser realizadas primeiramente em prol de salvar os esquerdistas de suas patologias (envergonhando-o, por suas mentiras, assim como denunciando suas chantagens emocionais) , mas sim por salvar-nos das consequências de suas neuroses e psicoses.

Nesse intento, entender por que eles achem assim, como eles se sentem, e o que os tornou assim, passa a ser essencial. Neste ponto, a obra de Lyle Rossiter é simplesmente um achado.

Fontes:
Luciano Ayan
The Liberal Mind: The Psychological Causes of Political Madness, de Lyle Rossiter

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Sobre Esquerdopatia

Minha missão é abrir os olhos para o mal que vem tomando os corações e mentes do mundo, uma psicopatia grave chamada esquerda, socialismo, comunismo ou coletivismo e seus companheiros de viagem, quais sejam: feminismo, islamismo, gayzismo, globalismo, paganismo, ateísmo. Muitas mentes e almas já estão perdidas, tamanha a lavagem cerebral a que foram submetidas, e não vêem o mal, mesmo que este lhes estapeie a cara. Porém, algumas ainda tem salvação. Nestas que pretendo concentrar meus esforços. So help me God.
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27 respostas para Esquerdismo, uma doença mental grave

  1. Monopolizando até comentários?
    Mais uma dos direitistas.
    Medo do debate, pois a voz do povo é a voz de D.e.u.s
    E o povo esta acordando para essa monarquia disfarçada apoiada pela igreja e os demais porcos capitalistas…

    • Esquerdopatia disse:

      Vendo seu perfil no Facebook, vejo você é seguidor do satanismo de Helena Blavatsky. Achar que pode vir aqui falar de Deus, da Igreja e atacar o capitalismo é no mínimo, hilário.
      Está todo raivoso porque a carapuça de esquerdopata lhe serviu até a orelha!
      Vá queimar no inferno, criatura imunda. Aqui não dou espaço a você ou aos da sua laia e seu outro comentário foi para o lixo sim, que é lugar apropriado.

  2. Não precisa ser um gênio ou um profundo conhecedor de geopolítica para identificar esse blog e seus textos como fascistas, retrógrados e preconceituosos. Sinceramente, procure de informar direito. Vá a uma Universidade e converse com os professores e estudiosos sobre o assunto, leia artigos científicos sobre o tema, atualize suas ideias. É triste ver pessoas com ideias de mais de 50 anos atrás ainda existem.

    • Esquerdopatia disse:

      Mais um cuja a carapuça de esquerdopata serviu até o pescoço…

      Vou tentar te ajudar a sair dessa, se quiser:

      Por falar em 50 anos atrás, pesquise “marxismo cultural”. Só NÃO vá falar com professores de universidade pois, neste quesito, eles são os seus algozes! Faça uma pesquisa INDEPENDENTE, se os teus amados professores já não transformaram teu cérebro em uma papa irreconhecível e colocaram uma viseira ideológica intransponível. Para ter um ponto de partida, recomendo um curso em formato vídeo, para facilitar o começo da sua longa jornada (espero eu):

      http://padrepauloricardo.org/cursos/revolucao-e-marxismo-cultural

      Falando em estudiosos sobre o assunto, para COMEÇAR a sair do fosso em que você se meteu, leia O Caminho da Servidão, de Friedrich A. Hayek. Está disponibilizado de GRAÇA em http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=31

      Fascismo tem como principais características: o corporativismo, a liderança carismática, o planejamento da economia . É o Estado que define todas as atividades da nação. Isso te lembra alguma coisa? Vou te ajudar Partido dos T… Vamos lá! É fácil, termina com “abalhadores”. Liderança carismática? Eu te ajudo de novo! Lula! Dilma não é carismática, mas se elegeu graças a quem? Dessa vez você responde. Planejamento da economia? Te ajudo de novo! Quem tem intervido na economia “comonuncaantesdahistóriadestepaís”? Dilma socialista e o imbecil do Mantega.

      É triste ver o que o marxismo cultural ainda faz até hoje com pessoas com potencial.

      Espero que você consiga, ou pelo menos tente sair dessa condição. E, se você ainda não abraçou o neo-ateísmo (a julgar pelo seu discurso eu acho que já), que Deus lhe ajude a missão.

      São meus sinceros votos.

      Grande abraço

      • Anônimo disse:

        Você sugere que o amigo vá ler algo sobre marxismo cultural com um PADRE e nao com professores de universidade? Deves pensar que a todos eles coube a “mascara esquerdopata” e manda o camarada ler algo que um padre escreveu sobre marxismo cultural? Faça-me o favor…

      • Esquerdopatia disse:

        Professores de universidade, com raríssimas e honrosas exceções, foram doutrinados pela esquerda durante sua formação. Hoje são os agentes de propagação e doutrinação do marxismo cultural e demais lixos de esquerda.
        E qual é o problema de ler o que um PADRE escreveu sobre o assunto? Tem algo contra PADRES? Qual é o problema?

    • Gabriel Soares disse:

      Legal Magno, já refutou os argumentos do artigo? E Anônimo, já refutou os argumentos do padre? Porque se vieram aqui vomitar tanta porcaria, então é porque já “desmentiram” o artigo. Venham, exponham argumentos que refutem o texto.
      É como se diz: “cão que ladra não morde”.

      • Esquerdopatia disse:

        Gabriel, eles não refutam pois não há argumentos contra fatos. No caso do Alexandre Magno, achei engraçado ele dizer que “é triste ver pessoas com ideias de mais de 50 anos atrás”, pois ele engoliu e tornou parte de si toda a ideologia esquerdista, que tem sua origem também em muitas décadas atrás. É engraçado ele considerar fascistas as ideias de cristianismo, meritocracia, moralidade, liberdade individual, não intervenção estatal, liberdade de expressão, redução do tamanho do governo, produtividade, economia capitalista, competitividade, entre outras.
        É o exemplo perfeito de idiota útil, moldado pelo nosso sistema educacional, infestado de esquerdistas que se auto-intitulam professores e que formam “Alexandres Magnos” em escala industrial. A carapuça de doente mental esquerdista, como bem explica o texto, serviu até o pescoço no caso dele. E como ele há milhões e milhões e milhões de idiotas, ajudando a cavar o buraco onde todos – eles inclusive – vão ser enterrados.

        Saudações

    • Hélcio Vitor disse:

      “É triste ver pessoas com ideias de mais de 50 anos atrás ainda existem.”

      Caro Alexandre Magno, o Manifesto do Partido Comunista, de Marx e Engels, fui publicado em 21/02/1848: ou seja, o comunismo tem, ao menos, 166 anos de idade. Qual o problema em ter ideias de ’50 anos atrás’? E mais, o que a antiguidade de uma ideia tem a ver com sua validade?

  3. O livro que baseou o post tem versão em Português? Queria lê-lo na íntegra.

    • Esquerdopatia disse:

      Olha, não chegou ao meu conhecimento que exista uma edição em português. Geralmente esses livros não são publicados aqui no Brasil, dada a hegemonia da esquerda no terreno editorial e cultural.
      Saudações

  4. J.G.Mendes disse:

    Rapaz, sem querer me deparei com este site em que vejo que minha visão sobre socialismo, comunismo e principalmente sobre os assim chamados esquerdistas, está presente na percepção de outras pessoas.

    Ainda não li todo o conteúdo aqui da página mas vejo, pelo que tive tempo de ler, que coincidimos em muitos pontos.

    Quando tiver mas tempo retorno para contribuir com aspectos de análise da mente (espírito do esquedista) sob o prisma do caráter e da auto-estima.

    abraços

  5. Márcio F. disse:

    Parabens pelo site, excelente texto, mostra bem o porquê de estarmos tão fundo nesse buraco de satanismo chamado Marxismo cultural.

    • Esquerdopatia disse:

      Muito obrigado! Compartilhe com todos, pois o primeiro estagio de uma sociedade eh reconhecer e diagnosticar a doenca, para trata.la.

      Saudacoes
      PS: Digitado em teclado desconfigurado, sem acentuacao…

  6. Anônimo disse:

    nao sou marxcista, ate pq acho ele um iludido, e isso que chamam de socialismo por ai eh ridiculo e quanto ao capitalismo bom vou explicar como funciona essa “beleza” bem facil pra o povo entender, aquele exemplo que pesa no bolso e na comida pra facilitar

    1 existem grupos agricultores , produtores, etc,( nesse rol se encaixam ate proprios politicos ou laranjas de politicos)

    2 esses empresarios em geral ja sao cheios de $

    3 eles produzem seus bem com taxas e impostos muito baixos ,devido ao incentivo a produçao(industria e tal)

    4 como nao ha uma” direcionaçao minima” de venda, os produtores vendem seus produtos APENAS para exportaçao( no caso do feijao msm por exemplo) pois o dolar ou euro eh mais valioso, ou seja vai, gerar mais lucro para esse pequeno grupo.

    5 Resultado:sobra pouco produto pra ser vendido aqui no brasil fazendo os preços dispararem

    Ou seja no capitalismo,como o proprio nome diz o que importa eh o CAPITAL , o $ , a grana, e que se ferre se o povo vai ter q pagar 6 conto num kg de feijao ou um preço exorbitante por qualquer outra coisa. isso aliado a um governo que eh podre e falho, que tambem só pensa no $,
    faz com que o povo literalmente se ferre,

    Nao acredito no capitalismo nem nisso que chamam de socialismo

    e quanto ao esquerdopata queria dar um conselho: vc me parece muito agressivo, mandando o cara la do comnt la em cima ir queimar no inferno,etc. Cara nao eh legal esse tipo de coisa, julgar pessoas e seus conhecimentos, acho que isso nao eh coisa que Deus aprove ,digo isso baseado na vida de Jesus e nos seus ensinamentos,

    procurem nao olhar as coisas com pontos de vista já pre estabelecidos,
    conheçam de TUDO e tirem o que ha de bom

  7. Mini disse:

    Não adianta filtrar ou excluir porque eu já dei print e ficaria bem ruim pra sua dita “liberdade”.

    “Através de direitos múltiplos para bens, serviços e status social não adquiridos, o político de esquerda promete garantir o bem-estar material de todos, fornecendo saúde para todos, protegendo a auto-estima de todos, corrigindo todas as desvantagens sociais e políticas, educando cada cidadão, assim como eliminando todas as distinções de classe. O esquerdismo radical, assim, ataca os fundamentos da liberdade civilizada.” –>Doentio parece alguém que acha isso ruim.
    “Apenas um homem irracional iria desejar o Estado decidindo sua vida por ele, ao invés e criar condições de segurança para ele poder executar sua própria vida” –>E quem disse que alguém tem alguma liberdade dentro da direita? Talvez liberdade de escolher sua própria forma de limitações. Se ele não sabe, anarquistas são de esquerda e são contra o controle do Estado em nossa liberdade.
    “A partir daí, Rossiter investiga uma larga base de conhecimento de desordens de personalidade, e usa-as para modelar os padrões de comportamento dos esquerdistas.” –>Não se pode tratar como uma doença algo que tem um pensamento diferente do seu.
    “A partir disso, ele avalia o que é um desenvolvimento sadio, para desenvolver uma personalidade apta a viver em um mundo orientado a valorização da competência, dentro do qual essa personalidade deverá reagir. Uma personalidade sadia reagiria bem a esse mundo já sem a presença dos pais, enquanto uma personalidade com distúrbio não conseguiria o mesmo sucesso.” –> Isso quer dizer que os pobres sofrem de distúrbios mentais e por isso não se adaptam à sociedade?
    “Respeita a liberdade do indivíduo.
    Respeita a posse de propriedade e integridade dos contratos.
    Respeita o princípio da igualdade sob a lei.
    Requer limites constitucionais, para evitar que o governo viole os direitos naturais.”–> E se não a direita, em si, desigual e contra o direito de liberdade, afinal eu não posso ter liberdade de lutar por algo diferente que sou considerado demente.
    “Direito de auto-propriedade (autonomia)
    Direito de primeira posse (para controlar propriedade que não tenha sido de posse de ninguém antes)
    Direito de posse e troca (manter, trocar ou comercializar)
    Direito de auto-defesa (proteção de si próprio e da proriedade)
    Direito de compensação justa pela retirada (a partir do governo)
    Direito a acesso limitado (a propriedade dos outros em emergências)
    Direito a restituição (por danos a si próprio ou propriedade)” –>Esse cara não entende absolutamente nada das ideologias de esquerda.
    Primeiro ele diz isso “O governo deve ser estruturado para proteger estes direitos, e precisa ser estruturado de forma que não infrinja-os.” e fala que é o que deve ser seguido. Depois diz que é contra isso “A direção do governo é melhor do que ter os cidadãos tomando conta de si próprios.”
    Novamente, primeiro ele defende isso “Mesmo assim, isso não significa que ele pode fazer o que quiser, pois deve respeitar o individualismo dos outros e interagir com eles através da cooperação voluntária.” Depois reclama disso “O objetivo principal da política é alcançar uma sociedade ideal na visão coletiva.”
    “A soberania dos indivíduos é diminuída em favor do estado.” Claro que não, afinal a esquerda acha que o Estado deve ser constituído nada além do povo. Então os indivíduos serão soberanos.
    E mais uma vez, “O governo deve ser estruturado para proteger estes direitos, e precisa ser estruturado de forma que não infrinja-os” e depois vem “A relação do indivíduo em relação ao governo deve lembrar aquela que a criança possui com os pais.”
    “O governo inchado é necessário para garantir justiça social.” nossaaaaaa, que coisa horrível. “E agora? Como vai ser se outras pessoas além de mim ter justiça social? Minha faxineira não pode ter a mesma justiça que eeeeuuuu”
    “Frutos de trabalho individual pertencem à população como um todo.” Mas se for o fruto do trabalho da população pertence à um só indivíduo não pode.
    “O julgamento das ações não deve ser baseado em padrões éticos ou morais.” Todo e qualquer julgamento é baseado em moral.
    “Coletivismo contra o individualismo cooperativo” O individualismo por si só não é cooperativo
    Para uma coisa ser cooperativa ela precisa ser feita de forma coletiva.
    “A santidade do casamento e coesão da família prejudicada” Existe esquerda patriarcal e/ou cristã.
    “jamais se deve confiar no auto-julgamento de um esquerdista. Todas as auto-rotulagens e outro-rotulagens tendem a ser mentirosas, assim como seus argumentos” Como posso confiar numa pessoa que contradiz o próprio argumento milhares de vezes?

    • Esquerdopatia disse:

      Não adianta filtrar ou excluir porque eu já dei print e ficaria bem ruim pra sua dita “liberdade”.

      Resposta: Este blog é administrado por mim. Cabe a mim decidir quais comentários publico ou não. Suas ameaças não me intimidam em nada. Decidi publicar o seu para mostrar a ignorância e a pobreza dos seus argumentos, carioca.

      “Através de direitos múltiplos para bens, serviços e status social não adquiridos, o político de esquerda promete garantir o bem-estar material de todos, fornecendo saúde para todos, protegendo a auto-estima de todos, corrigindo todas as desvantagens sociais e políticas, educando cada cidadão, assim como eliminando todas as distinções de classe. O esquerdismo radical, assim, ataca os fundamentos da liberdade civilizada.” –>Doentio parece alguém que acha isso ruim.

      Resposta: Doentio é alguém achar que isso é viável. Quem vai pagar por tudo isso? Para cada direito concedido há, em contrapartida, um dever imposto coercitivamente. Milhões de pessoas já morreram no mundo todo quando o onipotente estado se arrogou o direito de escolher quando, onde, porque e como os indivíduos devem viver suas vidas. Você realmente acha que a partir do momento em que o estado tentar criar por mágica o “paraíso na Terra”, todas essas benesses vão cair do céu ou brotar das árvores. O estado não produz nada e vive de tributar quem produz e, mesmo nas vezes que o estado tentou ser o centralizador das atividades econômicas, o resultado foi pobreza, DESIGUALDADE, atraso, tirania, morte, autoritarismo, execuções de dissidentes, trabalhos forçados e a destruição do que move o ser humano, que é a vontade própria.

      “Apenas um homem irracional iria desejar o Estado decidindo sua vida por ele, ao invés e criar condições de segurança para ele poder executar sua própria vida” –>E quem disse que alguém tem alguma liberdade dentro da direita? Talvez liberdade de escolher sua própria forma de limitações. Se ele não sabe, anarquistas são de esquerda e são contra o controle do Estado em nossa liberdade.

      Resposta: A direita visa a limitação dos poderes do estado, havendo debates dentro da direita de qual seriam as atividades sob o controle estatal. A idéia é dar o máximo de liberdade individual e relegar ao estado o mínimo indispensável. Já a esquerda (socialismo/comunismo/progressismo) quer que o estado se sobreponha a tudo e a todos, decidindo sobre economia, sobre leis e direitos, sobre educação, sobre a vida particular dos indivíduos, ou seja, o estado vira um monstro onipresente que destrói a liberdade individual. Em todos os lugares em que isso ocorre ou ocorreu, terminou em pobreza, DESIGUALDADE, atraso, tirania, morte, autoritarismo, execuções de dissidentes, trabalhos forçados e destruição. Os anarquistas diferem dos esquerdistas por abominarem o estado e objetivam a eliminação total do estado (os esquerdistas querem tudo pelo estado, nada fora do estado, nada contra o estado). A única coisa que o anarquismo tem em comum com a ideologia esquerdista é a utopia. E, por fim, essa historinha esquerdista de que o proletariado no fim assume o controle do estado é coisa que somente alguém doente mental pode acreditar. Basta ver a História.

      “A partir daí, Rossiter investiga uma larga base de conhecimento de desordens de personalidade, e usa-as para modelar os padrões de comportamento dos esquerdistas.” –>Não se pode tratar como uma doença algo que tem um pensamento diferente do seu.

      Resposta: É uma doença sim, pois só alguém doente mental ou alguém muito filho da puta poderia imaginar que é mentalmente são ou justo impor ao próximo uma ideologia comprovadamente imbecil, assassina, autoritária e genocida. Os esquerdistas são todos débeis mentais e que se dividem em duas classes de débeis mentais: os que são os idiotas úteis, a massa de manobra (seu caso) e os débeis mentais diabólicos, que são os planejadores e estrategistas que põe em prática a estratégia e a implantação desta ideologia comprovadamente imbecil, assassina, autoritária e genocida, sob os aplausos, ajuda e aceitação dos idiotas úteis. No fim, os idiotas úteis se fodem. Basta ver a História.

      “A partir disso, ele avalia o que é um desenvolvimento sadio, para desenvolver uma personalidade apta a viver em um mundo orientado a valorização da competência, dentro do qual essa personalidade deverá reagir. Uma personalidade sadia reagiria bem a esse mundo já sem a presença dos pais, enquanto uma personalidade com distúrbio não conseguiria o mesmo sucesso.” –> Isso quer dizer que os pobres sofrem de distúrbios mentais e por isso não se adaptam à sociedade?

      Resposta: Ser pobre não é doença. E quem disse que pobre não se adapta a sociedade? O que o autor quis dizer é que alguém saudável corre atrás, vai à luta e não fica apática, à espera de um “pai” (nesse caso, o “pai” seria o estado que “dá o peixe e não ensina ou não permite pescar”).
      Sobre este assunto, recomendo o artigo http://esquerdopatia.wordpress.com/2013/01/12/a-baboseira-da-divida-social/ , escrito por Olavo de Carvalho no Diário do Comércio.

      “Respeita a liberdade do indivíduo.
      Respeita a posse de propriedade e integridade dos contratos.
      Respeita o princípio da igualdade sob a lei.
      Requer limites constitucionais, para evitar que o governo viole os direitos naturais.”–> E se não a direita, em si, desigual e contra o direito de liberdade, afinal eu não posso ter liberdade de lutar por algo diferente que sou considerado demente.

      Resposta: A Direita é contra o direito de liberdade?!? Esse é um dos pilares da Direita. Os esquerdistas são dementes por lutar contra os princípios elencados abaixo, retirados do texto de Rossiter:

      “Respeita a liberdade do indivíduo.
      Respeita a posse de propriedade e integridade dos contratos.
      Respeita o princípio da igualdade sob a lei.
      Requer limites constitucionais, para evitar que o governo viole os direitos naturais.”

      “Direito de auto-propriedade (autonomia)
      Direito de primeira posse (para controlar propriedade que não tenha sido de posse de ninguém antes)
      Direito de posse e troca (manter, trocar ou comercializar)
      Direito de auto-defesa (proteção de si próprio e da proriedade)
      Direito de compensação justa pela retirada (a partir do governo)
      Direito a acesso limitado (a propriedade dos outros em emergências)
      Direito a restituição (por danos a si próprio ou propriedade)”

      –>Esse cara não entende absolutamente nada das ideologias de esquerda.
      Primeiro ele diz isso “O governo deve ser estruturado para proteger estes direitos, e precisa ser estruturado de forma que não infrinja-os.” e fala que é o que deve ser seguido. Depois diz que é contra isso “A direção do governo é melhor do que ter os cidadãos tomando conta de si próprios.”
      Novamente, primeiro ele defende isso “Mesmo assim, isso não significa que ele pode fazer o que quiser, pois deve respeitar o individualismo dos outros e interagir com eles através da cooperação voluntária.” Depois reclama disso “O objetivo principal da política é alcançar uma sociedade ideal na visão coletiva.”
      “A soberania dos indivíduos é diminuída em favor do estado.” Claro que não, afinal a esquerda acha que o Estado deve ser constituído nada além do povo. Então os indivíduos serão soberanos.
      E mais uma vez, “O governo deve ser estruturado para proteger estes direitos, e precisa ser estruturado de forma que não infrinja-os” e depois vem “A relação do indivíduo em relação ao governo deve lembrar aquela que a criança possui com os pais.”

      Resposta: O socialismo/comunismo/progressismo/esquerdismo objetiva eliminar os desníveis de poder econômico, concentrando o poder político no partido. Essa concentração de poderio político acaba tornando o estado o ente mais poderoso do que todos numa sociedade. Administrar esse governo onipresente exige MUITA GRANA. Como toda a grana vai parar nas mãos dos líderes iluminados esquerdistas que detém o poder político, o que acaba acontecendo na prática TODAS AS VEZES que a esquerda concentra o poder econômico e político só existem duas classes: os pobres fodidos sem dinheiro e sem poder político (99,9% da população) e os multibilionários (cúpula do partido e figurinhas de alta patente). Em suma, é para evitar este fim que Rossiter tece estas considerações. NO FIM, SEGUINDO A IDEOLOGIA ESQUERDISTA, O POVO NÂO É SOBERANDO PORRA NENHUMA. Ele termina fodido e pobre como o resto da população, sendo esta a idéia de justiça social e igualdade da esquerda: todo mundo fodido igual, não há mais classes.
      Há ainda, a falácia da “terceira via”, que é a idéia de que um pouquinho de bosta (esquerdismo/socialismo/comunismo/progressismo) numa sociedade capitalista é bom. Bom mesmo é algo sem bosta esquerdista. Aqui, cito novamente Olavo de Carvalho:
      “Não espanta que TODA tentativa de fusão entre capitalismo e socialismo resulte numa contradição ainda mais funda: quando os socialistas desistem da estatização integral dos meios de produção e os capitalistas aceitam o princípio do controle estatal, o resultado hoje em dia, chama-se “terceira via”. Mas é, sem tirar nem por, economia fascista. De um lado, burgueses cada vez mais ricos, mas – como dizia Hitler – “de joelhos ante o Estado”. De outro, um povo cada vez mais garantido em matéria de alimentação, saúde, habitação, etc., mas rigidamente escravizado ao controle estatal da vida privada.” Olavo de Carvalho, O Mínimo que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota, 1a Edição, Record, 2013, página 131.
      Você, sendo um demente, vai adorar a parte “um povo cada vez mais garantido em matéria de alimentação, saúde, habitação, etc., mas rigidamente escravizado ao controle estatal da vida privada.” e é exatamente isso que Rossiter considera a doença mental esquerdista, ou seja, aceitar abrir mão da liberdade individual em troca de conforto, algo como um cachorro que recebe ração e água, mas vive sob as regras ditatoriais do dono.

      “O governo inchado é necessário para garantir justiça social.” nossaaaaaa, que coisa horrível. “E agora? Como vai ser se outras pessoas além de mim ter justiça social? Minha faxineira não pode ter a mesma justiça que eeeeuuuu”

      Resposta: Se você não entendeu até agora que governo inchado não resolve, eu desisto.

      “Frutos de trabalho individual pertencem à população como um todo.” Mas se for o fruto do trabalho da população pertence à um só indivíduo não pode.

      Resposta: “População” não trabalha. “População” não faz nada. Quem faz é o indivíduo. “População” é um figura de linguagem para designar um conjunto de indivíduos. Quando se quando você fala “Mas se for o fruto do trabalho da população pertence à um só indivíduo não pode.”, estiver se referindo ao “indivíduo estado”, concordo.

      “O julgamento das ações não deve ser baseado em padrões éticos ou morais.” Todo e qualquer julgamento é baseado em moral.

      Resposta: A ideologia da esquerda visa destruir os padrões éticos e morais judaico-cristãos. Esquerdista é imoral e anti-ético e basta observar quais são os movimentos defendidos, financiados e apoiados pela esquerda: abortismo, islamismo, gayzismo, feminismo, guerra de classes (pais contra filhos, homens contra mulheres, ricos contra pobres, etc.)

      “Coletivismo contra o individualismo cooperativo” O individualismo por si só não é cooperativo
      Para uma coisa ser cooperativa ela precisa ser feita de forma coletiva.

      Resposta: Espero que a esta altura já tenha entendido que individualismo não quer dizer egoísmo avarento e sim cooperação entre indivíduos.

      “A santidade do casamento e coesão da família prejudicada” Existe esquerda patriarcal e/ou cristã.

      Resposta: Esquerda cristã é o mesmo que quadrado redondo. Não existe. O que existe são ideologias demoníacas esquerdistas (vide Teologia da Libertação) que visam destruir e subverter a religião cristã por dentro.

      “jamais se deve confiar no auto-julgamento de um esquerdista. Todas as auto-rotulagens e outro-rotulagens tendem a ser mentirosas, assim como seus argumentos” Como posso confiar numa pessoa que contradiz o próprio argumento milhares de vezes?

      Reposta: Não há contradição. Você que não consegue enxergar devido à lavagem cerebral esquerdista que sofreu.

  8. Estela disse:

    Muito interessante seu texto. Com a visão de que o esquerdismo é uma doença psiquiátrica fica mais fácil entender o comportamento dessas pessoas. Vou comprar o livro para compreender melhor a doença.

    • Esquerdopatia disse:

      Na verdade, o texto é do Luciano Ayan. Realmente só a psiquiatria para explicar um comportamento doente desses. O triste é que o pensamento esquerdista se espalhou pelo mundo todo, como um câncer em metástase. As pessoas resolveram “terceirizar” suas consciências, suas individualidades, suas liberdades e, principalmente, suas responsabilidades ao governo esquerdista populista, que só faz falsas promessas, impossíveis de serem cumpridas no médio e longo prazo. As gerações passadas, cujos pilares foram o trabalho duro, a família, a responsabilidade como cidadão e a moral judaico-cristã, agora assistem impotentes a um bando de “adolescentes quarentões” destruírem todo seu trabalho. Esses “adolescentes quarentões” decidiram que querem que o estado os tutele do nascimento ao túmulo, assumindo sua nulidade como indivíduos.
      Até mesmo os EUA, a terra da liberdade e da oportunidade sucumbiu a esta ideologia imbecilizante depois de Obama. Todas as nações que foram por esse caminho sofreram as consequências, mais cedo ou mais tarde.
      Um povo que desiste da soma dos potenciais individuais e aposta suas fichas no coletivismo está fadado ao fracasso e ao declínio em todas as esferas da sociedade. A História é minha testemunha.

  9. Cris disse:

    Bom, ainda não consegui ler o todo o site, mas acho que posso tecer um comentário. Me formei em Economia (e, obviamente, a formação toda foi esquerdista. Marx nas faculdades sempre é aclamado). Eu entre na faculdade no final da década de 90. Li textos e mais textos de Serra (com muitas ressalvas dos professores), Mantega (mais simpático) e, claro, Marx. Mas quando chegou na disciplina de “Economia Marxista”, eu li tudo o que eu pude sobre Marx (além do cronograma obrigatório), pois só o fato de não ter dentro da faculdade a opção de conhecer o outro lado da moeda já me convenceu de que algo estava errado. A partir daí decidi que minha monografia seria “desmascarar e desmistificar esse senhor”. Paralelo a isso, li tudo sobre a dita “direita”. No final das contas, faltando um semestre para encerrar a faculdade, eu mudei de tema na monografia, passei com créditos que aqui dizem ser “aprovação com louvor”, botei o diploma na parede, dei uma banana pra ele e nunca almejei ser economista. Sinceramente, foi a MELHOR decisão que tomei na minha vida. Sou extremamente feliz e realizada na área de trabalho que escolhi desde então.

    O que posso dizer sobre essa guerra direita x esquerda:

    1) Marx é um excelente romancista. A capacidade intelectual dele pra enxergar e teorizar algo relativamente “saudável” aos seus olhos não deve ser deixada de lado. O problema é que ele se esqueceu que no momento em que ele pensou sobre todas as ideias que lhe passaram na cabeça, o “mundo” – digamos assim – já tinha tomado a decisão sobre qual caminho seguir. Obviamente, todos os ‘do contra’ idolatram Marx, simplesmente por serem do contra. Vejo muitas vezes a pessoa nem saber até aonde Marx chegou e fala de Marx como se tivesse sido seu amigo de infância rsrs A partir do momento em que surgiu uma vaga ideia de moeda (em 2000 a.C.), o mundo chegaria ao que é hoje, sem dúvidas.

    2) Mantega é um excelente escritor e também o acho um bom economista. Não acho que ele deva ser crucificado pelo o que o Brasil está passando agora. A culpa é de quem votou nas pessoas que tem o poder de colocar e tirar os economistas no governo.

    3) No Brasil hoje não existe direita e esquerda, existe o momento, a situação e quem lucra mais com isso. A prefeitura x governo de São Paulo é um ótimo exemplo disso. O erro fatal do brasileiro é ficar na guerra “minha ideia é melhor que a sua, cala a boca que eu estou certo e você está errado”. O problema principal agora não é de que lado está o governo, mas sim em que bolsos estão o nosso dinheiro.

    Acho que esse mimimi de que esquerdista é doente, direitista é ladrão só alimenta uma discussão barata sobre ideias fajutas. O que vai consertar o Brasil não é o regime, o sistema, o governo sigla X ou sigla Y, mas sim as pessoas sabendo em quem elas confiam.

    E é claro que eu não vou ficar aqui divagando sobre como fazer isso, porque isso é serviço de economista e eu sinceramente, quero distância de tal missão rs

    Eu espero que ninguém se sinta ofendido com as minhas colocações, afinal de contas isso é apenas uma visão particular minha, que tive uma experiência concreta dentro de uma universidade e depois fora dela. E aproveitando a deixa, eu não sou nem esquerdista, nem direitista, nem meio do muro, eu sou realista.

    T+

    • Esquerdopatia disse:

      Marx era um revolucionário satanista filho da puta e sabia exatamente o que estava fazendo. Não tem como dissociar a obra dele dos crimes cometidos contra a humanidade, usando sua ideologia. Essa é uma falácia usada ad nauseam por defensores do regime (não estou dizendo que você seja, pois não o conheço). Onde quer que sua {de Marx} teoria é ou foi aplicada total ou parcialmente, o inferno na Terra se instaurou em maior ou menor nível.

      Quando você fala que no Brasil não existe esquerda ou direita, concordo em parte. Não existe direita. Todos os partidos brasileiros tem uma agenda socialista, só variando o “nível” de esquerdismo. E sim, a maioria acapachante é corrupta, seja no tocante ao dinheiro, seja em idéias.

      O que iria consertar economicamente o Brasil é aplicar a receita dos tigres asiáticos: estado mínimo, capitalismo, educação, trabalho duro e um pé no rabo de tudo que for de esquerda. O que iria consertar o Brasil moralmente é seguir os ensinamentos de Jesus Cristo, o que implica necessariamente dar um pé no rabo de tudo que for de esquerda, também.

      Acho que não verei isso ocorrer no Brasil durante minha vida. Talvez os meus bisnetos… Talvez nem eles.

      Saudações

      • Cris disse:

        É, tenho que concordar com você, acho que também não vou ver isso acontecendo enquanto eu for viva… Mas, a esperança é a última que morre né? Quem sabe um dia as coisas melhorem, ou pelo menos não piorem mais do que já estão ruins. :-)

  10. Tiago disse:

    No primeiro contanto com os textos de seu blog, achei que o autor se tratasse de algum elitista bem favorecido pelo sistema econômico vigente e que estaria usando da retórica para sustentar a Ideologia e instruir as classes mais baixas ao conservadorismo e ao comodismo para que as coisas não mudassem e você pudesse garantir a luxúria para seus descendentes. Mas o texto em questão me fez colocar minha suposição inicial em dúvida e a cogitar a possibilidade de que você realmente acredita no que está falando – e isso me horrorizou.

    1. Minha integridade [sua retórica: argumentum ad hominem]
    Eu sou de esquerda e, primeiro, não chamo nem nunca chamei alguém que se identifica com a direita de ‘louco’ ou ‘esquizofrênico'; eu respeito toda e qualquer visão social, desde que, claro, A REFERIDA VISÃO TAMBÉM RESPEITE AS DEMAIS. Pelo o que eu pude perceber – e isso me assustou –, é que você chama de louco, psicopata e doentio alguém com concepções diferentes da sua. Você realmente acredita que os adeptos da esquerda sofrem de ‘psicoses’, ‘esquizofrenia’, ou alguma doença do tipo por eles simplesmente terem uma visão diferente da sua? (Ou essa afirmação apenas faz parte da sua retórica?) Caso a resposta da primeira pergunta seja “sim”, eu realmente acho que você deveria procurar ajuda médica (e não estou sendo sádico).

    2. Minha concepção [sua retórica: falácia do espantalho]
    Analiso os conceitos de direita e esquerda tendo por base sua origem primária – Revolução Francesa – e, portanto, considero Esquerda, essencialmente, a mudança e Direita, essencialmente, o conservadorismo. Toda e qualquer outra característica e/ou ideologia é SECUNDÁRIA. Considerando isso, o fato de eu me considerar esquerdista NÃO NECESSARIAMENTE implica que eu simpatizo com (as ditaduras disfarçadas de) Comunismo da China ou de Cuba; significa APENAS, pura e simplesmente, que eu sou adepto de uma mudança. E só. Os demais valores variam de acordo com as inúmeras ideologias. Acredito que seja necessária uma grande mudança político-social-econômica no mundo para este seja menos desigual (note que eu não disse “para um mundo perfeito” ou “para um mundo sem NENHUMA desigualdade”; disse apenas “para um mundo MENOS desigual”).
    Você cria um espantalho, chama-o de “esquerdopata”, e atribui a ele todos os vícios característicos da DIREITA; analogamente, atribui ao direitista todos os valores da esquerda. Você diz que a esquerda defende a intervenção estatal na vida social e política, e essa é uma afirmação completamente precipitada. Os ideias de esquerda prezam pela liberdade política e social do indivíduo acima de tudo – a intervenção estatal deve se fazer presente apenas na Economia.
    Você afirma que os adeptos da esquerda não tem responsabilidade por seus atos, que não tem nenhuma moral ou ética etc., mas você não oferece NENHUM FUNDAMENTO a essas afirmações. Eu, por exemplo, como já disse, sou de esquerda, e desde que comecei a ler e pesquisar sobre os ideais de esquerda, tenho construído uma integridade ética muito mais consistente do que a de antes – e mais consistente do que a da sociedade como um tudo. E isso diz respeito tanto às relações políticas, quanto à relações sociais e humanas. Prezo valores como a solidariedade, o conhecimento, a caridade e o poder das pequenas gentilezas e condeno a traição, o falso moralismo, a hipocrisia, a corrupção, o preconceito nas suas mais diversas formas, o comodismo político e social etc; minhas concepções políticas tem me ajudado a crescer, sobretudo, como cidadão atuante, que luta por seus direitos e cumpre com seus deveres. E isso é o que vejo não só em mim mesmo, mas na maior parte dos adeptos da esquerda.

    3. Primeiras considerações
    Os itens acima foram os que eu julguei os mais importantes para serem discursados. Há inúmeros outros que eu considerei incoerentes, mas abordá-los um a um seria inviável pois resultaria num comentário demasiadamente longo.
    Lendo os comentários do seus textos, percebi que quando alguém fundamenta algum tipo de argumentação que fere seus conceitos direitistas, você, na maioria das vezes, se limita a taxá-lo de satanista, esquerdopata, ignorante, babaca fútil ou algo do tipo. Na verdade, pelo o que eu tenho visto, isso é o que a maioria dos adeptos da direita fazem. Em um certo artigo que li do Rodrigo Constantino, ao tentar refutar os ideias socialistas, tudo o que ele faz é defecar um longo discurso retórico onde os termos “babaca”, “ignorante”, “esquerdopata” e “esquizofrênico” são repetidos cerca de cinco vezes em cada parágrafo. E em nenhum dos cerca de 12 parágrafos que constituíam seu texto era possível encontrar uma real argumentação que fundamentasse sua ideia principal. Se aquele discurso pudesse ser sintetizado em uma premissa, seria algo como: “Os adeptos do Socialismo são idiotas, babacas, ignorantes, babacas, esquizofrênicos e babacas; portanto, o Socialismo não passa de uma ilusão”. Enfim, a minha pergunta é: qual a razão de tanta futilidade? A sensação é de que, em certas ocasiões, os adeptos da direita não tem condição intelectual de fundamentar argumentos contundentes, e então apelam para a retórica.

    4. Considerações finais – proposta
    Como já foi dito, eu supunha que os discursos direitistas essencialmente ‘meritocráticos’ ou coisa do tipo fossem instrumentos de Ideologia, e por isso não me dava o trabalho de contra-argumentar as ideias defendidas (não quero generalizar, mas uma grande parte desses discursos são realmente fúteis, não exatamente pela ideia principal defendida, mas pelo nível de argumentação – como no artigo do Rodrigo Constantino citado anteriormente –, em que quem está argumentando usa uma linguagem inapropriada e extremamente inconveniente, o que é muito desgastante de ler) mas agora me parece que os interlocutores realmente acreditam nas ideias defendidas. E muitas pessoas estão absorvendo esses discursos sem nenhuma ou quase nenhuma resistência intelectual. Na verdade, isso acontece tanto na direita como na esquerda. Eu tenho visto muitas pessoas se dizerem Marxistas sem nem ao menos saber quem foi Marx, muitas pessoas se dizerem a favor da direita sem nem saber muito bem qual é a diferença entre esquerda e direita, e algumas pessoas de classe “média-baixa” se dizerem a favor do Capitalismo por acharem que são os privilegiados do sistema (…).
    Eu gastei umas duas horas lendo o seu texto e escrevendo e relendo meu comentário. Duas horas que eu podia ter gasto lendo ou fazendo coisas mais importantes. E ainda corro um grande risco de você não publicar esse comentário, ou então publicar mas se limitar a me chamar de Marxista babaca…
    Enfim, o que eu quero é te propor uma discussão LIMPA, sem retórica, sem linguagem fútil, sobre os principais ideais da esquerda e da direita. Meritocracia, Capitalismo, Neoliberalismo e Socialismo, Bem-estar social, intervenção estatal na Economia etc. Porque parece certo que um de nós dois não fez a lição de casa com a devida atenção e confundiu algumas coisas… Meu e-mail é (tiago_mpessolo@hotmail.com), sem parênteses. Espero uma resposta.

    • Esquerdopatia disse:

      Ok. Um papo rápido e direto sobre as principais estratégias da esquerda:
      1) Conquistar para dividir (guerra de classes, ou seja, pais contra filhos; homens contra mulheres; homossexuais contra heterossexuais; brancos contra negros, etc. Uso de cavalos de batalha para destruir a sociedade, tais como gayzismo, feminismo, etc);
      2) Estado onipotente, onipresente e onisciente, ou seja, dane-se o indivíduo;
      3) Direitos mil, não importando de onde vem o dinheiro, wellfare state, nanny state, infantilização, manutenção de gerações de dependentes e incapazes, dependentes do Estado;
      4) Ódio às religiões;
      5) Ódio à família tradicional;
      6) Ódio ao capitalismo, responsabilidade pessoal, livre empresa, meritocracia, iniciativa privada, independência pessoal;
      7) Ódio à liberdade de expressão;

      Quanto aos ideais da esquerda, são utópicos, impraticáveis e inalcançáveis, usados por cínicos e dissimulados para enganar otários, preguiçosos e ingênuos. Os idiotas úteis acreditam, enquanto os psicopatas no poder sabem que tudo não passa de uma mentira deslavada, usada como desculpa para atingir os fins (poder totalitário) sem importar os meios. A História é minha testemunha. Todo o resto é blá-blá-blá tentando defender o indefensável.

  11. lucassssssg@hotmail.com disse:

    Realmente esquerdistas são animais irracionais. Ou tem fetiche em serem escravos, todos os paises que adotaram essa mongolice dizimaram minorias, quebraram a economia e dexaram o povo na miseria, e eh claro tiraram o direito de ir e vir e sair do pais. Vide Cuba, coreia do norte, alemanha oriental e todos os paises do leste europeu, etc. Soh um animal irracional lobotomizado com esquerdice prA defender essa mongolice, soh gente burra, fracassada, invejosa, fraca, inutil mesmo. Esse povo porco eh intelectualmente defavorecido , soh conseguem passsar em cursos low profile sem concorrencia e valor como licenciatura em historia, sociologia, filosofia e essses cursos de merda que alem de nao produzir nada, atrapalham quem produz. ESQUERDICE EH CASO DE SAUDE PUBLICA, SOH UM DEFICIENTE MENTAL PRA ACREDITAR NESSA DESGRACA EM PLENO SECULO XXI

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