O fim da Palestina


Israel tem a oportunidade de retomar sua nação

Escrito por Daniel Greenfiled
17 de fevereiro de 2017

Terroristas do Hamas

A Palestina era uma antiga fraude saudita-soviética que inventou uma falsa nacionalidade para os clãs árabes que invadiram e colonizaram Israel. Essa grande mentira transformou os terroristas esquerdistas e islâmicos por eles dirigidos em libertadores de uma nação imaginária. De repente, os esforços do bloco muçulmano e do bloco soviético para destruir o Estado judeu tornaram-se um empreendimento de subalternos assassinos simpáticos à causa.

Mas a mentira da Palestina está com sua validade vencida.

O que nós conhecemos como terrorismo “palestino” era um conflito de baixa intensidade levado a cabo pelos Estados socialistas árabes entre uma invasão e outra de Israel. Depois de várias guerras perdidas, o terrorismo era tudo o que restava. O Egito, a Síria e a URSS desistiram de tentar destruir Israel com tanques e jatos, pois financiar o terrorismo é mais barato e de baixo risco. E as recompensas eram desproporcionais ao custo.

Por menos do que o preço de um único caça a jato, terroristas islâmicos poderiam fazer seus ataques dentro do Estado de Israel e, ao mesmo tempo, isolar o Estado judaico internacionalmente com demandas de “negociações” e reconhecimento do  “Estado” palestino.

Depois do fim da guerra fria, a Rússia estava sem dinheiro e os financiadores muçulmanos da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) estavam cansados de pagar pela coleção de sapatos e as contas da lavanderia da esposa de Arafat.

O grupo terrorista estava mal das pernas. “Palestina” era uma ilusão moribunda que não tinha muito futuro.

Foi então que Bill Clinton e o fracassado Partido Trabalhista israelense de esquerda, que, ao contrário do seu homólogo britânico, não conseguiram se adaptar ao novo boom econômico, decidiram resgatar Arafat e criar a “Palestina”.

O desastre terrorista resultante matou milhares, feriu duas gerações de israelenses, isolou o país e permitiu que Jerusalém, Tel Aviv e outras grandes cidades fossem atacadas pela primeira vez desde as grandes guerras. Não importava quantas vezes Israel fizesse concessões, o resultado era sempre mais terrorismo islâmico. Nada parecia tirar a “solução de dois Estados” [1] das costas de Israel. Destruir Israel, instantaneamente ou incrementalmente, sempre foi um pequeno preço a pagar pela manutenção da ordem internacional.

As mesmas forças econômicas que estavam transformando o mundo depois da Guerra Fria salvaram a “Palestina”. Arafat havia perdido seus patrocinadores em Moscou, mas o nome de seu mais novo financiador agora era o “Globalismo”.

A Guerra Fria foi o foco dos assuntos internacionais. O que a substituiu foi a convicção de que nasceria um novo mundo ligado pelo comércio internacional, a internet e o direito internacional.

As demandas de um clã em Hebron costumavam ser capazes de atrair a atenção do mundo porque o alcance do conflito entre capitalismo e comunismo poderia globalizar qualquer conflito local. O globalismo tomava os conflitos locais em assuntos de alcance mundial, através de sua insistência de que todos os países estavam conectados. O terrorista que explodiu uma pizzaria israelense afetou os preços das ações em Nova York, as perspectivas de expansão de uma empresa na China e o risco de outro ataque terrorista em Paris. Deste modo, a interconectividade destas ocorrências, desde o seqüestro de avião até a aliança internacional de movimentos de protesto globais, tornou-se a melhor arma dos terroristas islâmicos.

Mas agora o globalismo está morrendo. E sua morte pode levar a “Palestina” com ela.

Está surgindo uma nova geração de líderes que são abertamente hostis ao globalismo. Trump e o Brexit (saída da grã Bretanha da União Européia) foram as reprimendas mais vocais ao globalismo. Mas as pesquisas sugerem que elas não serão as únicas. Os EUA e o Reino Unido, vanguardas da ordem internacional no passado, agora têm governos que estão buscando competitivamente vantagens nacionais ao invés de se submeter às regras dadas pelas organizações globalistas.

Esses governos não deixarão de lado seu compromisso com um Estado palestino, pois a Arábia Saudita, o Qatar e inúmeros outros países muçulmanos ricos e poderosos trazem esse assunto à tona em cada sessão da ONU globalista.

Mas eles estarão menos comprometidos com isso.

45% dos americanos apóiam a criação de um Estado Palestino. 42% são contra. É quase uma divisão meio a meio. Estes números históricos têm de ser vistos dentro do contexto das mudanças ainda maiores que varrem o país.

Os globalistas acreditaram ativamente que era seu trabalho “resolver” os problemas de outros países. Os nacionalistas estão preocupados com a maneira como os problemas dos outros países os afetam diretamente, sem recorrer à interconexão mística de tudo, das mudanças climáticas à justiça global, coisas que formam o núcleo do da cosmovisão globalista.

Uma competição mais intensa por parte das nações ocidentais pode tornar mais fácil para as agendas islâmicas ganharem influência através do velho jogo de dividir para conquistar. As nações que enfrentam o terrorismo ainda acharão que a influência econômica do poder do petróleo islâmico reunirá os parceiros comerciais ocidentais do Islã contra eles.

Mas, sem o globalismo, estes esforços não passam de blá-blá-blá.

Os governos nacionalistas acharão a luta de Israel contra os invasores islâmicos inconveniente porque ameaça seus interesses comerciais, mas também estarão menos dispostos a subscrever a agenda terrorista da maneira que os governos transnacionais estavam dispostos a fazer. A eliminação da rede de segurança globalista também fará com que os governos nacionalistas fiquem mais atentos às conseqüências e aos resultados.

Torrar fortunas em um Estado palestino que nunca existirá apenas para manter os tiranos do petróleo muçulmano felizes, não é um comportamento inimaginável, mesmo para um governo nacionalista. O Japão tem feito exatamente isso.

No entanto, será uma abordagem menos popular para os países que não sofrem com a insegurança energética do Japão.

Os globalistas são ideologicamente incapazes de ver um problema como insolúvel. Sua fé no progresso humano através do direito internacional tornou impossível para eles desistir da solução de dois Estados.

Os governos nacionalistas têm uma visão mais fria e mais realista da natureza humana. Eles não vão consumir indefinidamente esforços e recursos em um buraco negro diplomático. Eles acabarão levando um “Não” de seus cidadãos como resposta.

Isso não significa alívio instantâneo para Israel. No entanto, significa que a saída está aí.

Durante duas décadas, prometer lealdade à solução de dois Estados e sua intenção de criar um estado de terror islâmico mortal dentro de Israel tem sido o preço exigido do Estado judeu pela sua participação na comunidade internacional. Esse preço não desaparecerá imediatamente. Mas será mais fácil negociar.

A verdadeira mudança ocorrerá no lado “palestino”, onde uma cleptocracia  terrorista incentiva a miséria humana, do conforto de suas mansões a favor de Ramallah. Esse estado de terror, concebido insinceramente pelos inimigos do Ocidente durante a Guerra Fria e sinceramente levado à existência por globalistas ocidentais após a Guerra Fria, acabou. O “Estado” palestino é uma criação globalista.

A “Autoridade Palestina”, uma testa-de-ferro da OLP, escrava dos terroristas da Fatah, não tem legitimidade reconhecida em fóruns internacionais, mas tem ajuda externa. Suas conquistas diplomáticas são alcançadas pela rede globalista de diplomatas estrangeiros, pela ONU, pelos meios de comunicação e por diversas ONGs internacionais. Durante a última rodada de “negociações”, o secretário de Estado John Kerry até tentou fazer a negociação em nome da Autoridade Palestina nas negociações com Israel.[2]

Ao perder a grana globalista, a “Autoridade”palestina vai precisar de um novo financiador. Os sauditas são melhores em prometer dinheiro do que realmente entregá-lo. A Rússia pode decidir assumir o cargo. Mas dificilmente irá dar a quantidade de dinheiro e os recursos que a “Autoridade” palestina está acostumada a receber dos globalistas.

Sem apoio americano significativo, a Autoridade Palestina perecerá. E a farsa vai acabar.

Não vai acontecer da noite para o dia. Mas Israel agora tem a capacidade de fazer isso acontecer se estiver disposto a assumir o risco de transformar um status quo corrosivo em um conflito que será mais explosivo no curto prazo, mas mais gerenciável no longo prazo.

O primeiro-ministro Netanyahu, em contraste com os rivais à esquerda como Peres e à direita como Sharon, não é um jogador. O processo de paz foi uma grande aposta. Assim como a retirada do Líbano e a expulsão de Gaza. Essas apostas falharam e deixaram cicatrizes e crises duradouras.

Ao contrário dos primeiros-ministros antes e depois dele, Netanyahu não fez grandes apostas. Em vez disso, ele serve como um administrador inteligente de uma economia em ascensão e de uma nação em crescimento. Ele ficou no cargo por tanto tempo porque os israelenses sabem que ele não vai fazer nada de louco. Essa mordomia sensata, que enfureceu Obama, que o acusou de se recusar a assumir riscos, tornou-o um dos líderes mais veteranos na história de Israel.

Netanyahu também é um ex-comandante que participou do resgate de um avião seqüestrado. Ele não acredita em tomar riscos tolos até que ele tenha o seu inimigo no alvo para um tiro certeiro. Mas a situação está chegando a um momento em que não tomar uma decisão arriscada será um risco ainda maior no futuro. Eventualmente ele terá que partir para a ação.

A nova onda nacionalista pode não se sustentar. O globalismo pode retornar. A nova onda pode ser mais escura e mais imprevisível. É até possível que algo ainda desconhecido possa tomar seu lugar.

O status quo, um fraco estado islâmico-socialista de terror em Ramallah, apoiado pelos Estados Unidos, um crescente estado de terror da Irmandade Muçulmana em Gaza apoiado pelo Qatar e Turquia e Israel usando o brilho tecnológico para gerenciar a ameaça de ambos, já é instável. Esta situação pode entrar em colapso em questão de anos.

A OLP infligiu uma grande quantidade de danos diplomáticos a Israel e o Hamas aterrorizou as suas principais cidades. Juntos, eles formam uma ameaça existencial que Israel permitiu crescer sob o pretexto de administrá-la. Os próximos anos podem deixar Israel com uma luta mais mortal e menos previsível.

“Palestina” está morrendo. Israel não a matou. A queda do globalismo a matou. A questão é saber o que vai tomar o seu lugar. Enquanto a onda de nacionalismo varre o ocidente, Israel tem a oportunidade de retomar sua Nação.

Fonte: FrontPage Mag

[1] Nota do editor: A solução de dois Estados é uma vigarice que tem por objetivo transformar parte de Israel em um Estado Palestino.

[2] Nota do editor: Por inacreditável que possa parecer, até mesmo Bergoglio, o picareta fantasiado de Papa, porta-voz globalista, esquerdista e islâmico que se infiltrou na da Santa Igreja Católica, defende que a palestina seja reconhecida como “Estado”.

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A SAÍDA DOS EUA DAS NAÇÕES UNIDAS


Publicado por Reuters, em 23 de janeiro de 2017
Traduzido por Sérgio Pereira

“Por que o contribuinte americano deveria financiar uma organização internacional que trabalha contra os interesses dos Estados Unidos em todo o mundo?”

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Uma resolução proposta pela Câmara americana passou discretamente pelo radar público, propondo que os Estados Unidos retirem sua filiação às Nações Unidas, assim como outro projeto de lei foi elaborado para cortar o financiamento dos EUA para o organismo.

O projeto de lei, proposto pelo deputado Mike Rogers, do partido Republicano, intitulado American Sovereignty Restoration Act de 2017, busca uma retirada completa dos EUA da ONU, que o organismo internacional remova sua sede de Nova York e que toda a participação seja interrompida com a Organização Mundial da Saúde.

Rogers e outros proeminentes republicanos têm repetidamente manifestado a idéia de que o dinheiro dos contribuintes norte-americanos não deve ir para uma organização que não promove os interesses dos EUA – incluindo os interesses de Israel, aliado dos EUA. O novo documento é apenas a mais recente manifestação de sentimento que vem crescendo há  algum tempo.

O projeto de lei foi discretamente introduzido em 3 de janeiro e passou para o Comitê de Assuntos Estrangeiros da Câmara. Se aprovado, o projeto levaria dois anos para entrar em vigor. Também revogaria a Lei de Participação das Nações Unidas de 1945, assinada após a Segunda Guerra Mundial.

“O Presidente encerrará toda a participação dos Estados Unidos nas Nações Unidas em qualquer órgão, agência especializada, comissão ou outro órgão formalmente afiliado das Nações Unidas … A Missão dos Estados Unidos para as Nações Unidas está encerrada. Quaisquer funções remanescentes devem ser encerradas”, de acordo com o texto da resolução HR 193.

O projeto de lei também proibiria “a autorização de transferência de fundos ou contribuições voluntárias dos Estados Unidos para a ONU”, o que também incluiria quaisquer despesas militares ou de manutenção da paz, o uso das forças armadas dos EUA pela ONU e a perda de “imunidade diplomática para Oficiais ou funcionários da ONU ” em solo americano.

Rogers tinha tentado passar a mesma lei em 2015, embora sem sucesso.

“Por que o contribuinte americano deveria financiar uma organização internacional que trabalha contra os interesses dos Estados Unidos em todo o mundo?” Rogers perguntou na época, em defesa de sua idéia.

“Agora é hora de restaurar e proteger a soberania americana e sair das Nações Unidas”.

Outro partidário da resolução HR 193, Rend Paul também afirmou isso em janeiro de 2015: “Não gosto de pagar por algo composto em grande parte por países de terceiro mundo, sem liberdade nenhuma e que ainda por cima atacam e queixam-se dos Estados Unidos … Há um monte de razões pelas quais eu não gosto da ONU e ficaria feliz em dissolvê-la “, acrescentou o senador de Kentucky.

Mais tarde, em junho de 2015, Rogers apresentou seu documento – então chamado HR 1205, que era essencialmente a mesma idéia do “USExit” que ele está propondo agora.

“A ONU continua a provar que é uma burocracia ineficiente e um completo desperdício de dólares dos impostos americanos”. Rogers citou tratados e ações que ele acredita que “atacam nossos direitos como cidadãos norte-americanos”. Dentre estes, citou regulamentação sobre armas de fogo, a imposição de regulamentação internacional sobre combustíveis fósseis e, mais importante ainda, o ataque da ONU a Israel, ao votar para conceder à Palestina o estatuto de “observador permanente” dos Estados Não Membros.

“Quem não é amigo de nosso aliado, Israel, não é amigo dos Estados Unidos”.

Essa mesma lógica foi usada em janeiro, quando os republicanos da Câmara prepararam uma legislação que iria diminuir – mesmo potencialmente eliminar – financiamento dos EUA para a ONU. Segundo cálculos da Heritage Foundation, os EUA fornecem mais de 22% de todo o financiamento da ONU.

O projeto de lei para cortar o financiamento foi introduzido logo após o Conselho de Segurança da ONU votar por 14-0 contra a construção de assentamentos israelenses, algo que o  primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, considerou uma traição, pois os EUA recusaram-se a vetá-lo. Além disso, desaprovou também a repentina atitude condenatória por parte de Barack Hussein Obama para com Israel, no final de sua presidência.

Ainda assim, o voto da resolução veio no mesmo ano que o governo de Obama concedeu a Israel com seu maior pacote de ajuda militar da História, assinando um acordo bilateral em setembro que lhe daria US$ 38 bilhões em 10 anos.

No entanto, com Donald Trump agora no poder, muitos republicanos parecem estar querendo que os EUA saiam da ONU ou cortem o financiamento, com renovado fervor.

Todos os anos, os EUA concedem aproximadamente US $ 8 bilhões em pagamentos obrigatórios e contribuições voluntárias para a agência internacional de paz e suas organizações afiliadas. Cerca de US $ 3 bilhões dessa soma vão para os orçamentos regulares de manutenção da paz da ONU.

Fonte: Reuters

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A greve dos professores do Paraná é um cerco golpista sob o comando do PT


Por Reinado Azevedo, da Revista Veja, publicado em 05/05/2015

Há coisas que deveriam envergonhar a APP Sindicato, que é a entidade que representa os professores da rede pública do Paraná. Deveriam envergonhar ainda mais a esmagadora maioria da imprensa — a de alcance nacional também, mas especialmente a regional, a paranaense. Por que escrevo isso? O governador Beto Richa (PSDB) está sendo estupidamente atacado pelas esquerdas do Estado. E isso já era o esperado. Mas virou alvo de jornalistas do país inteiro, que sonegam dos leitores, dos telespectadores, dos ouvintes e dos internautas, de forma sistemática, a realidade salarial dos professores do Estado. A greve que está em curso é abusiva legal e moralmente. É injustificável sob qualquer critério que se queira. Sabem quem reconhecia isso até outro dia? O próprio sindicato.

Abaixo, vocês têm acesso a um vídeo. Façam cópia dele. Desafio a entidade a ter decência de não retirá-lo do ar. Assistam.

O que temos aí? Em setembro do ano passado, Marlei Fernandes, então presidente do sindicato, faz campanha eleitoral em favor da Chapa 1, que era a da continuidade. Ela defende a eleição de seu aliado Hermes Leão, o que acabou acontecendo. Ambos foram protagonistas da invasão da Assembleia Legislativa em fevereiro e do ataque ao cordão de isolamento que protegia o prédio, feito pela Polícia Militar no dia 29. Marlei foi candidata a deputada federal pelo PT, mas não se elegeu.

Informei aqui as condições de trabalho dos professores do Paraná, superiores às da maioria dos profissionais de outros Estados. Alguns tontos quiserem contestar, sem dados. Pois é… Quem confirma tudo é justamente a professora Marlei, a petista. O que ela diz no vídeo? Vai a fala transcrita, para o caso de ser eliminada do YouTube.

“Em 2002, o salário de um professor e de uma professora em final de carreira era de R$ 2 mil, somados aos quinquênios. Hoje, o salário, no final do Nível II, Classe 11, é de mais de 8 mil. E, no final da carreira, Nível III, Classe 11, é de aproximadamente R$ 12 mil. Isso é compromisso dessa direção. Os funcionários da escola Agente 1 tinham, em 2002, no início de carreira, R$ 248; hoje, pode se aposentar com mais de R$ 5 mil, somados os quinquênios. O Agente 2 tinha um início de salário de R$ 348 e, hoje, pode se aposentar com mais de R$ 7 mil. Essa é a condução séria, que a direção da APP, através da Chapa 1, sempre fez. Agora, o professor Hermes Leão, que sempre esteve conosco em todas as batalhas, vai conduzir, juntamente com os demais companheiros e companheiras, a nossa próxima gestão. Estaremos firmes, mais fortes, contundentes, com a mesma responsabilidade de sempre, dirigindo a APP Sindicato. Por isso, dia 10 de setembro, vote Chapa 1 Estadual e Chapa 1 Regional, para a nossa categoria continuar avançando. Um grande abraço”.

Eis aí: o próprio sindicato reconhece a boa realidade salarial dos professores no Estado. É claro que Marlei faz de conta que tudo nasceu da sua “luta”, não do esforço dos sucessivos governos, muito especialmente o de Beto Richa, em elevar o salário da categoria. Como já afirmei aqui, o piso para 40 horas no Estado é um dos mais altos do país: R$ 3.195; a remuneração média é de R$ 4.700. Dessas 40 horas, 14 são dedicadas à chamada hora-atividade. Desde 2010, foram contratados 23.653 professores, e o fundo para manutenção das escolas teve reajuste de 61%.

E por que os professores estão em greve? Porque assim decidiram o PT e a seus aliados de extrema esquerda. O pretexto de que a mudança em regras da aposentadoria vai prejudicar o sistema é falso.

Alguém poderia perguntar: “Ah, mas esses números justificam a violência policial?”. Não! Em primeiro lugar, eles mostram o absurdo da greve, já declarada ilegal. Em segundo lugar, é preciso que se verifique violência contra quem e em que circunstâncias. A PM saiu descendo o sarrafo em manifestantes pacíficos ou enfrentou brucutus, alguns deles mascarados, que depredavam o patrimônio público e tentavam invadir a Assembleia Legislativa?

Reitero: este post não traz a versão do governador, mas a da ex-presidente do sindicato, uma das líderes da greve, da invasão e da tentativa de invasão. Ela também foi candidata a deputada federal pelo PT, derrotada no ano passado.

O CERCO GOLPISTA DO PT A UM GOVERNO – O QUE BOA PARTE DA IMPRENSA DO PARANÁ E DO BRASIL ESCONDE DE PARANAENSES E BRASILEIROS

A senadora e ex-ministra petista Gleisi Hoffmann discursa em favor da greve e…

A senadora e ex-ministra petista Gleisi Hoffmann discursa em favor da greve e…

…depois caminha entre os manifestantes. Sobre o petrolão, ela não falou nada!

…depois caminha entre os manifestantes. Sobre o petrolão, ela não falou nada!

A greve de professores do Paraná é política. Está sendo insuflada pelo PT, e não é preciso fazer um grande esforço para chegar a essa conclusão. A senadora e ex-ministra Gleisi Hoffmann, aquela que está enrolada com o petrolão, subiu num caminhão para discursar em favor do movimento. É espantoso que isso aconteça e que, na imprensa, seja o governador Beto Richa (PSDB) a levar bordoadas.

“Ah, mas e a violência policial?” Olhem aqui: há vídeos em penca demonstrando as práticas a que recorreram alguns manifestantes. Eu os publiquei em outros posts. A Polícia Militar foi posta diante de duas alternativas: ou deixava a Assembleia Legislativa ser invadida e depredada, contrariando determinação judicial, ou reprimia os baderneiros. A verdade é que os petistas estão querendo usar o caso do Paraná para se reerguer. Não por acaso, a presidente Dilma Rousseff fez uma alusão às cenas de violência. Censurou, de maneira velada, a polícia e afagou os trogloditas.

A causa que mobiliza os professores, para começo de conversa, é falsa. Até porque o salário que o Paraná paga aos docentes está entre os mais altos do país.

Gleisi é só o nome mais graúdo do PT que está diretamente envolvida com a causa. Não é a única. Uma das líderes da manifestação violenta de quarta-feira é a ex-presidente do Sindicato dos Professores do Paraná (APP Sindicato) Marlei Fernandes de Carvalho. No ano passado, ela disputou uma vaga de deputada federal pelo partido. Obteve 29.855 votos. Não se elegeu. O outro que liderava a corrente da insensatez é Hermes Silva Leão, também petista, atual presidente da entidade. Ele tenta forçar até a semelhança física com Lula e, bem…, carrega na língua presa para tentar ficar ainda mais parecido. Um fenômeno!

Que gracinha! Marlei, a que não foi eleita, ao lado de Dilma. E Hermes ao lado de Gleisi

Que gracinha! Marlei, a que não foi eleita, ao lado de Dilma. E Hermes ao lado de Gleisi

Tem mais. Marlei e Hermes atuam em  estreita colaboração com o deputado estadual, também do PT, Professor Lemos, que tem origem no… sindicato! É conhecido nos círculos políticos do Paraná como “Professor Aloprado” em razão do seu, digamos assim, “estilo”…  Colaborou ativamente na invasão da Assembleia em fevereiro e na frustrada tentativa da última quarta, dia 29.

Irresponsabilidade

Notas taquigráficas dão conta da irresponsabilidade deste senhor e de outro companheiro de partido, chamado Tadeu Veneri. Ambos tentam impedir o andamento da sessão que acabou aprovando mudanças na Previdência dos servidores acusando a suposta morte de dois professores durante a baderna. Bem, as mortes simplesmente não tinham acontecido. Leiam a transcrição:

TADEU VENERI: Pela ordem, deputado. Desculpe. senhor presidente! Só para comunicar a essa Casa, nós vamos confirmar, além das pessoas que foram detidas aqui, professora ligou acabando de informar que tem dois professores que faleceram.

PROFESSOR LEMOS: Então, eu disse que iam matar professores, mataram. Isso é lamentável.

Tadeu Veneri, o que anunciou as mortes que não houve… Muito ético e transparente!

Tadeu Veneri, o que anunciou as mortes que não houve… Muito ético e transparente!

Lemos, o “Professor Aloprado”, colaborando com a ilegalidade escancarada

Lemos, o “Professor Aloprado”, colaborando com a ilegalidade escancarada

O nome disso é terrorismo legislativo. A dupla teve a companhia de outro irresponsável, o deputado Nereu Moura (PMDB), um fanático seguidor de Roberto Requião e de Dilma:

NEREU MOURA: Deputado Tadeu, prefiro que continue a sessão e que haja derramamento de sangue, para que o governo pague o pato por isso. Querem aprovar, aprovem. E que haja sangue, sim…

Nereu Moura: por ele, tudo bem derramar sangue, desde que se possa culpar o governador

Nereu Moura: por ele, tudo bem derramar sangue, desde que se possa culpar o governador

Os números

Uma parte dos professores está em greve por causa do tal plano, que não acarretará prejuízo nenhum a ninguém. A Justiça declarou a greve ilegal porque não lhe reconheceu nem objeto nem objetivo.

De 2011 até agora, os professores do Paraná tiveram um reajuste de 60% nos salários, para uma inflação acumulada de… 25%. A remuneração média de um professor no Estado é de R$ 4,7 mil (R$ 4 mil de salário e R$ 721,48 de auxílio-transporte).

O Paraná tem um dos maiores salários iniciais (40 horas) do país para a carreira: R$ 3.194,71. Em 2010, era de 2.001,78 — uma elevação, pois, de 59,59%. Para comparar: na Bahia, que está na terceira gestão petista, é de R$ 2.441.05; no Rio Grande do Sul, depois de quatro anos de petismo, está em R$ 1.260,20. O piso nacional é de R$ 1.917,68, e a média fica em R$ 2.363,38.

Ah, sim: dessas 40 horas, 14 são reservadas à chamada hora-atividade — 35% do total. Em 2010, eram 8 — aumento de 75%. O governo elevou ainda em 61% o chamado “fundo rotativo”, para a manutenção das escolas, e contratou, desde 2011, 23.653 novos profissionais.

São dados oficiais? São, sim! Mas são também dados reais, como sabem os professores. A greve do Paraná não é apenas ilegal, como já decidiu a Justiça. Ela também é imotivada e imoral. E obedece a uma óbvia condução política.

A imprensa do Paraná e do Brasil, com raras exceções, quer incensar baderneiros? Que o faça, em prejuízo da população. Aqui, eles não encontram abrigo.

NÃO EXISTE UMA CAUSA TRABALHISTA NO PARANÁ. EXISTE É UMA CAUSA POLÍTICA. OS PETISTAS QUEREM USAR O CONFRONTO PARA TENTAR SE REERGUER DE UMA CRISE SEM RETORNO.

Ah, sim: tentar se impor na base da invasão, da porrada, do quebra-quebra, do confronto, em nome de um causa ou de um partido… Sim, isto, sim, é golpe!

Veja o cúmulo do autoritarismo dos milicianos bolivarianos do sindicato dos professores do Paraná (APP), que se acham no direito de parar as pessoas, ameaçá-las e revistá-las durante a greve política dos “professores” do Paraná. A mando do PT, eles infernizam a população e o governo de Beto Richa (PSDB-PR):

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-cerco-golpista-do-pt-a-um-governo-o-que-boa-parte-da-imprensa-do-parana-e-do-brasil-esconde-de-paranaenses-e-brasileiros/

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/lider-radical-de-professores-do-parana-admite-que-salarios-sao-bons-e-por-que-ela-lidera-greve-e-invasoes-para-cumprir-a-tarefa-do-pt-ora-essa/

Os grifos são nossos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Lula é investigado por tráfico de influência


01 de maio de 2015

A última edição da revista Época fez uma reportagem sobre a abertura de investigação pelo Ministério Público contra o petista por tráfico internacional de influência. Ele é suspeito de ajudar a construtora Odebrecht a ganhar contratos na América Latina e na África com dinheiro do BNDES.

MP fnalmente começa a ivestigar o que todos já sab

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Veja também um vídeo sobre o assunto, feito por Felipe Moura Brasil:

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Terceirização? Sim, por favor. E obrigado


por Cassiano Ricardo Dalberto, do Instituto Ludwig von Mises Brasil, 16 de abril de 2015

Estamos observando uma grande mobilização em torno do tema da terceirização por causa da tramitação do Projeto de Lei (PL) 4330/2004, o qual amplia a permissão de terceirizações, permitindo a contratação de serviços terceirizados para qualquer atividade, sem estabelecer limites ao tipo de serviço que pode ser alvo de terceirização.

Por que a terceirização é importante

Para entender por que a terceirização é importante, é necessário apenas reconhecer seus benefícios históricos: a terceirização está intrinsecamente ligada à divisão do trabalho, que foi o que permitiu às sociedades modernas crescer, se desenvolver e elevar o padrão de vida de seus habitantes.

Se hoje um cidadão pobre em geral tem muito mais condições de vida do que uma pessoa comum da idade média, isso se deve em grande parte ao fato de que as atividades produtivas foram sendo gradativamente desagregadas e passaram a ser cada vez mais realizadas separadamente por aqueles que mais se especializaram em sua execução.

Ludwig von Mises resumiu esse processo:

Historicamente, a divisão do trabalho se originou em dois fatores da natureza: a desigualdade das capacidades e habilidades humanas, e a variedade das condições externas da vida humana na terra. […]

Jovens e velhos, homens e mulheres, crianças e adultos, todos cooperam entre si ao fazerem os melhores usos possíveis de suas várias habilidades. […]

Uma vez que o trabalho foi dividido, a própria divisão exerce uma influência diferenciadora.  O fato de o trabalho ser dividido possibilita um maior aperfeiçoamento do talento individual, o que por si só já faz com que a cooperação seja ainda mais produtiva.  Por meio da cooperação, os homens são capazes de alcançar aquilo que estaria além de suas capacidades enquanto indivíduos, e até mesmo o trabalho que um indivíduo é capaz de realizar sozinho se torna mais produtivo.  […]

O indivíduo se beneficia ao cooperar não somente com pessoas superiores a ele em determinadas capacidades, mas também com aquelas que são inferiores a ele em absolutamente todos os aspectos relevantes.

Ou seja, se hoje você não tem de costurar sua própria roupa, criar e plantar o que come, construir seu próprio meio de transporte, e assim por diante, é porque tais atividades foram terceirizadas, isto é, passaram a ser feitas por outras pessoas que foram se especializando nelas, aumentando assim a produtividade geral da sociedade e elevando sua renda e qualidade de vida.

Com o tempo, não apenas as atividades se diversificaram, como também as especialidades aumentaram, o que acarretou em uma maior qualidade e variedade de produtos. O iPhone que você usa, o Nike no seu pé, seu notebook, seu carro — todos esses produtos se beneficiam muito da terceirização para chegar ao seu alcance. E você não reclama disso. Você usa e acha bem legal ter tudo isso disponível hoje. Mas raramente buscamos compreender por que isso é possível.  Sim: divisão do trabalho, terceirização.

A terceirização, portanto, é um meio de se buscar maior eficiência produtiva. Essa maior eficiência permite que as empresas possam ser bem sucedidas e continuem a oferecer empregos, além de também elevarem a produtividade da mão-de-obra.  E isso, por sua vez, é um dos fatores-chave para elevar os rendimentos do trabalhador.

Quem está mais familiarizado com os dados da economia brasileira sabe, por exemplo, que um dos problemas crônicos do nosso país é a baixa produtividade da mão-de-obra. Garantir a liberdade para novos arranjos produtivos mais flexíveis, por meio da terceirização, é uma maneira de alcançar o aumento da produtividade que tanto nos faz falta.

Mais ainda: garantir a liberdade de tais arranjos nada mais é do que garantir a liberdade de livre associação entre as partes; é garantir que acordos mutuamente consensuais possam ser realizados. E derrubar uma restrição a acordos voluntários é, por si só, benéfico. Sociedades mais justas, mais ricas e desenvolvidas são sociedades mais livres.

Adicionalmente, vale ressaltar que o PL potencialmente irá beneficiar aqueles trabalhadores mais vulneráveis, que querem ofertar sua mão-de-obra mas que não conseguem emprego por causa das rígidas legislações trabalhistas e da obrigatoriedade dos vínculos empregatícios, imposições essas que encarecem artificialmente o preço de sua mão-de-obra.

Talvez (ênfase no “talvez”) o PL seja ruim pra você que tem um emprego estabelecido e a proteção de sindicatos.  Mas o que sindicatos fazem — sobretudo quanto maior for seu poder — é elevar salários à força, criando barreiras à entrada de novos trabalhadores cuja produtividade é baixa (isto é, os menos favorecidos) e não vale o piso salarial estabelecido.

Ou seja: prejudicam os mais vulneráveis em favor de um grupo seleto, poderoso e protegido. Prejudicam os mais vulneráveis em detrimento dos mais abastados.

A livre associação de indivíduos em sindicatos pode ser benéfica na luta por direitos livremente acordados, mas o sindicalismo compulsório é uma afronta a essa liberdade. Sindicatos que buscam controle monopolístico sobre a força de trabalho, muitas vezes impedindo indivíduos de trabalhar de acordo com seus próprio termos, são nocivos. Contornar esse poder significa permitir que mais indivíduos possam sair do desemprego.

Se o PL for capaz de reduzir tal poder dos sindicatos — e as manifestações contrárias destes indicam que de fato ele é  —, então ele é muito bem-vindo.

Algumas respostas às críticas

Passando da defesa da causa para trazer algumas respostas às críticas, comecemos pelos argumentos mais recorrentes: os de que a terceirização irá gerar precarização da mão-de-obra e redução salarial.

Alega-se que a terceirização fatalmente reduzirá salários e colocará os trabalhadores em piores condições de trabalho, sujeitos a mais acidentes etc.

Esses argumentos geralmente utilizam estatísticas levantadas por alguma fonte interessada no assunto.  O mais famoso até o momento é o documento da CUT intitulado “Terceirização e Desenvolvimento: uma conta que não fecha“.   Tal documento foi repercutido estrondosamente pela Folha, pela Carta Capital e pelo Estadão.  O problema é que tal documento é intelectualmente grosseiro.

Sobre isso, limito-me apenas a transcrever as fraudes intelectuais já apontadas:

O economista Roberto Ellery, professor da Universidade de Brasília (UnB), decidiu ir às fontes e demonstrou em seu blog que uma análise simples da pesquisa seria suficiente para atestar a fragilidade das afirmações que ganharam manchetes. São muitas as barbeiragens estatísticas.

Um exemplo: a pesquisa financiada por CUT e DIEESE simplesmente comparava o salário médio de trabalhadores terceirizados e não-terceirizados sem utilizar controles estatísticos que restringissem a comparação aos trabalhadores que desempenham a mesma função. Ou seja, o salário de trabalhadores com cargos e funções inteiramente distintas está sendo comparado sem o menor cuidado.

E existem algumas razões para acreditar que os funcionários terceirizados tendem a ganhar menos justamente porque exercem funções que teriam um salário menor de qualquer forma, fossem terceirizadas ou não.

No Brasil, a terceirização é restrita às atividades-meio de uma empresa e não pode chegar ao que se chama de “atividades-fim”. Atividade-meio é aquela que dá suporte à atividade central de uma empresa, que é sua atividade-fim. Numa escola, a atividade-fim é exercida pelo professor.  Num hospital, a atividade-fim é a do médico. Elas não podem ser terceirizadas.

As atividades-meio são aquelas que dão suporte à atividade-fim: é o trabalho dos funcionários de limpeza, segurança e auxílio administrativo das escolas e hospitais. O problema é que a atividade-fim, por motivos diversos, tende a render salários maiores para quem a desempenha. Comparar o salário de um médico com o de um porteiro terceirizado do hospital, e concluir a partir desta comparação que o trabalhador terceirizado ganha menos por ser terceirizado é, no mínimo, uma barbeiragem estatística.

Alguém poderia me dizer que a comparação entre médico e porteiro do hospital é extrema, e que a diferença entre a função de terceirizados e não-terceirizados costuma ser menos evidente na maior parte das empresas, mas me parece mais perfeitamente razoável supor que o salário do funcionário que exerce uma atividade-fim seja, na maioria dos casos, maior do que o de quem exerce uma atividade-meio, e que isso nada tem a ver com o fato de ele seu contrato ser — ou não — terceirizável.

A tortura estatística ganha requintes ainda mais assustadores quando o professor nota que, no próprio estudo da CUT e do DIEESE, há a afirmação de que 22,7% dos funcionários contratados diretamente possuem nível superior completo, enquanto apenas 8,7% dos funcionários terceirizados terminaram um curso universitário. A maioria das pessoas veria nisso um ótimo motivo para afirmar que a diferença salarial tem relação direta com a diferença de formação entre os grupos.

Outro argumento comumente utilizado é a antiga e surrada variação da teoria marxista da exploração: a terceirização seria apenas a busca das empresas por mais lucros à custa dos trabalhadores; empresas estão apenas interessadas em contratar trabalhadores por salários de miséria etc.

Conquanto seja verdade que as empresas estão obviamente interessadas em reduzir custos — e, em um ambiente concorrencial, tem necessariamente de ser assim —, e que uma fonte dos custos sejam os salários, a questão a ser respondida é: por que elas não deveriam tentar reduzir seus custos?

Por trás desta crítica, há vários preconceitos.

Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim.  Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego.

Em segundo lugar, tal crítica parte do princípio de que um empreendedor optar voluntariamente por um modelo que reduz seus custos é algo moralmente repreensível.

Em terceiro lugar, tal crítica parte do princípio de que um arranjo de custos altos poderia ser mantido sem qualquer resultado negativo para as empresas, independentemente do cenário econômico.  Ora, isso não existe no mundo real.  Ou o empreendedor mantém o mesmo quadro de funcionários a um custo menor; ou ele mantém os salários altos, mas reduz o quadro de funcionários.

O que várias pessoas simplesmente não aceitam é que, no Brasil, a terceirização foi justamente o oxigênio inventado para que várias empresas pudessem se manter vivas em meio à asfixiante legislação tributária e trabalhista.  Ou elas terceirizavam ou quebravam.  A terceirização não foi um mero capricho de empresários ou uma conspiração maquiavélica para empobrecer a classe operária. Foi simplesmente uma saída para se manterem vivos.

Adicionalmente, muitas pessoas tratam o tema como se, da noite para o dia, todas as empresas fossem trocar seus empregados por terceirizados.  Só que há uma lógica de mercado que explica por que, em muitos casos (talvez na maioria dos casos), não faz sentido econômico uma empresa terceirizar sua atividade-fim: tal terceirização implicaria, por definição, que a empresa contratada para realizar tal atividade possui a capacidade de realizar exatamente o negócio da contratante, e, portanto, poderia ela própria operar em tal ramo.

Só que, ironicamente, isso tende a ser menos verdade em setores em que não há livre entrada de novas empresas, isto é, naqueles setores mais regulados pelo governo.  Nestes setores — por exemplo, empresas telefônicas —, justamente por estarem blindados da concorrência e por serem protegidos por agências reguladoras, a qualidade das atividades-fim tende a ser baixa, de modo que sua terceirização — que também não exigirá muita qualidade — se torna perfeitamente viável.

Ou seja: talvez a terceirização de atividades-fim se dê de maneira mais intensa em setores muito regulados ou controlados pelo governo. Portanto, se você eventualmente perder seu emprego em uma atividade-fim para um trabalhador terceirizado, tenha o cuidado de observar se, por trás disso, não está justamente o fato de que você trabalhava em um setor protegido das leis de mercado pela mão visível do governo.

Conclusão

É evidente que o coro dos descontentes com os argumentos expostos acredite que tudo não passa de um mero festival de achismos, e que, assim como o documento da CUT, não há respaldo factual para tais afirmações.

Já antecipando isso, eis uma lista de trabalhos científicos que abordam o tema e fornecem um suporte adicional ao debate.  Como esperado, é possível encontrar vários trabalhos que dão amparo aos argumentos acima, como o fato de que a terceirização promove maior especialização e um incremento na capacidade de inovação das empresas[1] [2], e que, ainda que o que irá acontecer com os salários não seja exatamente certo[3], a terceirização pode sim causar um incremento nos mesmos [4] [5].

Também é possível observar que a terceirização não está necessariamente relacionada ao aumento do desemprego como alguns acreditam[6], e que nem sempre ela traz aumento de lucros para a empresa[7].

Além disso, é necessário ter sempre em mente o conflito entre efeitos pontuais e de curto prazo e os impactos mais amplos e de longo prazo. É perfeitamente compreensível que algumas pessoas fiquem insatisfeitas porque talvez seus postos de trabalho possam ser substituídos por postos terceirizados, ou porque talvez seus salários sejam reduzidos.  Difícil é reconhecer que quaisquer alterações abrangentes do tecido social — como a promulgação ou revogação de uma lei, ou o surgimento de uma nova tecnologia — naturalmente irão afetar os indivíduos e grupos de maneiras e intensidades diferentes.

Tais alterações potencialmente afetarão grupos de interesse que, acreditando estarem sendo ameaçados pela mudança, farão resistência à mesma, julgando que — e tentando vender a ideia de que — sua posição busca o bem comum, quando na verdade estão pouco interessados nos efeitos mais amplos.

Mais ainda: buscarão usar do poder do estado para impor a manutenção de sua estabilidade em detrimento do restante da população.

Um exemplo: os sindicatos dos datilógrafos e dos trabalhadores de fábricas de máquinas de escrever poderiam ficar bastante descontentes com o surgimento dos computadores e fariam de tudo para, por meio do estado, impedir a difusão dessa nova tecnologia. Naturalmente, eles estariam interessados apenas em seus benefícios de curto prazo, ignorando os benefícios evidentes e disseminados por toda a sociedade que seriam cada vez mais visíveis com o passar dos anos.

É natural que nos indignemos contra o que talvez nos prejudique diretamente, e é muito mais fácil ver e atacar aquilo que pode retirar nosso emprego amanhã.  Entretanto, raramente reconhecemos aquilo que fez com que obtivéssemos um emprego em primeiro lugar.  Caímos frequentemente em um raciocínio de dois pesos e duas medidas, do tipo “se consegui um emprego foi por mérito meu; se perdi o emprego foi por culpa da empresa”.

É necessário reconhecer que, por maiores que sejam nossas habilidades, não teremos empregos se as empresas não os ofertarem ou se essas habilidades não forem demandadas pelo mercado.

E existem inúmeras condições necessárias para que isso aconteça, mas que podem ser resumidas na necessidade de garantir um ambiente que incentive a livre iniciativa e a concorrência.

É imperativo diminuir as amarras que sufocam os negócios no Brasil.  Somos um dos piores países em termos de ambientes de negócio graças ao emaranhado burocrático e ao excesso de espoliação estatal.  Nesse cenário, o PL 4330 pode ser um passo ainda muito pequeno, mas é um primeiro passo para tentar melhorar a situação.

__________________________

Leandro Roque contribuiu para este artigo.

 


[1] http://sloanreview.mit.edu/article/strategic-outsourcing-leveraging-knowledge-capabilities/

[2] http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1465-7295.2010.00299.x/abstract?deniedAccessCustomisedMessage=&userIsAuthenticated=false

[3] http://link.springer.com/article/10.1007/s12122-997-1019-2#page-1

[4] http://link.springer.com/article/10.1007/BF02707324#page-2

[5]  http://link.springer.com/article/10.1007/s10290-009-0009-2#page-1

[6] http://economicpolicy.oxfordjournals.org/content/20/42/308

[7] http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1465-7295.2010.00299.x/abstract?deniedAccessCustomisedMessage=&userIsAuthenticated=false

 

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Notas sobre uma nota da CNBB


por Dante Mantovani, da RadioVox, em 28 de abril de 2015

Quem vai na contramão da segurança e do combate à violência é a própria CNBB, que é contra também a doutrina moral e social da própria Igreja Católica, ao dar voz, apoio e amparo institucional a um projeto de poder totalitário, assassino, cleptocrata , e o pior de tudo, anticristão, que é o projeto de poder do Foro de São Paulo, cujo tentáculo brasileiro mais vistoso é PT.

A nota emitida pela CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) em 21 de Abril de 2015, ao término da 53. Assembléia Geral da CNBB, a despeito de usar muitas vezes a palavra “equívoco”, é ela própria um equívoco, do início ao fim, no que faz jus à origem etimológica do termo: escolha errada.

A começar pela citação bíblica, o único ponto de veracidade do texto que deve ser seguido à risca: “Entre vós não deve ser assim” (Mc 10, 43). De fato, não se deve levar a sério o texto publicado pela antiga cúpula da entidade que encabeça o projeto de reforma política que visa dar amplos, ilimitados e eternos poderes ao PT/Foro de São Paulo.

Já no início da nota, os subscritores Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB; Dom José Belisário da Silva, Arcebispo de São Luís do Maranhão e Vice-Presidente da CNBB e Dom Leonardo Ulrich Steiner, Bispo Auxiliar de Brasília e Secretário Geral da CNBB, deixam transparecer certa apreensão com a realidade brasileira, o que na verdade é a apreensão deles mesmos com situação do partido para o qual trabalham descaradamente, o PT, que está na berlinda e encurralado entre a gigantesca oposição que as ruas lhe tem feito e uma crescente onda de novos intelectuais não alinhados à esquerda que os tem desmascarado de maneira contumaz e sistemática.

A nota fala em “ameaça às conquistas a partir da Constituição Cidadã”, do que se pode entender que a verdadeira ameaça é a perda da hegemonia do esquema de poder do Foro de São Paulo, que começa a ruir no Brasil, que, por sua vez, é seu grande financiador.

Os subscritores falam ainda em “risco à ordem democrática do País”. Ora, de qual ordem democrática eles falam? Acaso os prelados não estão informados das fraudes nas eleições de 2014 organizadas pela Smartmatic, que já foram amplamente denunciadas diante de jornalistas do mundo inteiro? Somente no Brasil não se fica sabendo de nada, porque aqui a mídia é totalmente comprometida com as subvenções estatais que garantem seu pleno alinhamento aos ditames do Foro de São Paulo.

A corrupção que a CNBB supostamente critica foi praticada em níveis nunca d´antes vistos nesta terra – exatamente pelo partido que a entidade gerou, embalou e continua vergonhosamente a defender ainda hoje. E essa corrupção não tem a destinação de enriquecimento de seus operadores: visa financiar o esquema comunista mundial, o que é facilmente demonstrado pelos empréstimos secretos que o (dês)governo federal tem feito a ditaduras comunistas genocidas, como a de Cuba, por exemplo. Em seguida, a pérola: “O momento não é de acirrar ânimos, nem de assumir posições revanchistas ou de ódio que desconsiderem a política como defesa e promoção do bem comum“.

Para quem não está acostumado com o modo de agir fraudulento de agentes comunistas, é sempre prudente lembrar a essência do modus operandi esquerdista, ditado por Lênin: “acuse-os do que fazes, chame-os daquilo que és”. Ora, a única chance que o PT tem de manter-se no poder é exatamente por meio de acirrar os ânimos, notadamente os de sua milícia para-militar comandada por João Pedro Stédile, que tem todo apoio da CNBB, e que dirige essa milícia armada e inimputável diante da lei brasileira, o MST, que pode fazer o que bem entende sem responsabilização civil nem penal. O Sr. Lula da Silva, um dos fundadores do Foro de São Paulo, em fevereiro deste ano, já conclamou este seu particular exército vermelho à defesa do projeto de poder do qual ele é o chefe no Brasil: o projeto do Foro de São Paulo. Já as aludidas “posições revanchistas”, na verdade são as adotadas pelo próprio PT-CNBB: contra os militares, contra a democracia, contra eleições limpas, contra a própria doutrina da Igreja Católica, conforme fica evidente em trechos subsequentes desta própria nota que estamos comentando.

Já o uso da palavra “ódio” é muito revelador: revela um truque sujo para atribuir a um adversário inventado uma prévia desqualificação. Qualquer alegação em contrário aos planos comunistas de PT-CNBB é previamente rotulado de “discurso de ódio”, dirige-se a inimigos inventados e revela a total inversão da realidade, pois são eles mesmos – a seguirem o conselho de Lênin – os maiores instigadores do ódio: ódio entre as classes sociais, ódio no campo, ódio entre raças, ódio entre os sexos, ódio entre hetero e homossexuais, ódio entre negros e brancos. O verdadeiro discurso de ódio é da claque esquerdista para quem trabalha a CNBB, aparelhando a mais Sagrada das instituições a finalidades as mais espúrias que se possa imaginar.

Veja-se, por exemplo, o teor neo-paganista, internacionalista e novo-ordista destas declarações: “Projetos, como os que são implantados na Amazônia, afrontam sua população, por não ouvi-la e por favorecer o desmatamento e a degradação do meio ambiente”. Note-se aqui:

1-)Não se falou quais são esses projetos, o que torna o discurso, além de lero-lero propositadamente vago e impreciso, uma prévia proibição a que se pense a ocupação do solo amazônico pelas multidões de despossuídos que há no Brasil, o que demonstra, inclusive, que a CNBB quer que o povo brasileiro permaneça para sempre na miséria.

2-)como pode um projeto inexistente “afrontar” a população? Qual população? Qual o nome, RG , endereço dos afrontados? Percebe-se aqui o flatus vocis, o charlatanismo verbal de quem usa palavras de efeito absolutamente desprovidas de conteúdo e significado, destinadas a despertar uma tomada de posição em prol do projeto anti-brasileiro, novo-ordista e neo-paganista em curso. Dentro do próprio texto divulgado pela CNBB, a entidade confessa que trabalha mesmo é para os maiores inimigos do cristianismo na atualidade.

Na sequência, a nota destila veneno contra os projetos de terceirização em trâmite no Congresso Nacional, como se fossem retirar “direitos sociais”, porém estes são uma impossibilidade, visto que direitos somente podem ser exercidos por indivíduos. Ao falar em “direitos sociais”, a nota da CNBB nega a própria doutrina do livre-arbítrio, pois somente uma decisão livre e soberana do indivíduo pode ativar o exercício de um direito, porque caso contrário tratar-se-ia de mera imposição exterior.

Além do mais, a crise que eles fingem querer ajudar a superar, foi gerada pelo partido que eles sempre apoiaram, o que é, no mínimo, uma postura absolutamente hipócrita e incoerente por parte da CNBB.

A nota não para por aí. Argumenta ainda que a praga da sociedade é a corrupção. Para não repetir que eles ajudaram a criar o maior corruptor da história do Brasil, o PT, de acordo com o próprio magistério da Igreja, a inversão de prioridades é gritante. A vida é o grande bem dado por Deus ao homem, e maior ainda a salvação das almas dos homens nascidos. A CNBB, contudo, nada pronuncia contra a prática do aborto, que é o assassinato de crianças no ventre materno, sem direito de defesa, e sem direito a um batismo cristão, ou seja, a horrenda prática nega não só a vida ao nascituro, mas também a própria possibilidade de salvação de sua alma. Ao não condenar as práticas abortistas do governo que apoia, a CNBB é cúmplice dos que trabalham pela implantação do aborto. É de se duvidar até mesmo que esta ONG esquerdista seja composta por pessoas cristãs, que omitem sobre assunto muito mais grave do que o desvio de dinheiro público.

Nenhuma palavra há na nota da CNBB, igualmente, contra o homicídio de parcelas significativas da população brasileira pelos associados ao narcotráfico internacional, tão defendidos pelo PT e pela própria CNBB, através de sua “pastoral carcerária”, que este ano entrou com pedido no STF para solicitar ao seu presidente, o petista Ricardo Lewandowsy, a libertação de mais de 24 mil presos. Se algum desses 24 mil “coitadinhos” matar alguém, de quem será a responsabilidade?

Na sequência, a nota diz ainda que a PEC 215/2000 é uma afronta à luta histórica dos povos indígenas “que até hoje não receberam reparação das injustiças que sofreram desde a colonização do Brasil”, ou seja, criticam a própria Igreja que dizem representar, que foi a grande responsável pela catequização dos indígenas e por sua cristianização, assim como pelo descobrimento do Brasil.

A CNBB quer dar mais terras aos índios, mais bens materiais, mas não profere uma só palavra sobre iniciativas que levem o Evangelho a esses povos. Nenhuma preocupação com a salvação das almas dos índios, apenas em engordar suas contas bancárias. Nenhuma preocupação também com o povo brasileiro, cristão em sua imensa maioria. Nenhuma preocupação em dar terra ao povo pobre e cristão, pois se não for índio nem integrante do grupo terrorista do MST, não merece ganhar terra, de acordo com o pensamento cenebebista. Esta seletividade diz muito sobre o verdadeiro “mestre” a quem serve a CNBB.

A completa subserviência ao projeto petista de poder não para por aí, pois a nota se posiciona contrariamente também à PEC 171/1993, que propõe a redução da maioridade penal, com o fulminante argumento de que ela “não é solução para a violência que grassa no Brasil”. De fato, não é. A extinção da CNBB seria uma solução melhor, pois ela apoia a libertação de bandidos encarcerados que já mataram, roubaram, estupraram e traficaram drogas, além de apoiar a instalação de uma ditadura comunista que consiste em todo lugar em que foi implantada num verdadeiro morticínio de inocentes. Além de que os “soldados do crime” do PCC são um verdadeiro contingente em prol do caos e da desordem tão apregoados pelos políticos de esquerda, que são tão docilmente apoiados pela CNBB.

Mas vejam a solução que a CNBB aponta: “Investir em educação de qualidade e em políticas públicas para a juventude e para a família(…)” . Que tipo de educação? Uma educação cristã? Que tipo de política, uma política que favoreça a pregação do Evangelho de Jesus Cristo? Porque a CNBB tem tanto medo de mencionar o nome Daquele a quem diz servir? Fica evidente que para essa entidade, CRISTO não é a solução para problema algum, somente o aumento do poder da esquerda continental é que pode ser, para eles, a salvação da humanidade.

Claro que não poderia faltar nesta nota – que muito bem poderia ter sido escrita por qualquer dirigente petista ou socialista – um posicionamento contrário ao Direito Natural à livre defesa.

A nota da CNBB diz que “o projeto de lei 3722/2012, que altera o estatuto do desarmamento, é outra matéria que vai na contramão da segurança e do combate à violência”. Esse argumento é uma perfeita inversão da realidade.

Em três pontos.

1-)a doutrina da Igreja Católica é base do Direito Natural, cujo cujos princípios básicos são : a-)defesa da vida e da família;
b-)defesa da liberdade;
c-)defesa da propriedade.
Ora, em um país onde grassa a impunidade, a violência e a depravação moral, como se poderá defender qualquer desses direitos naturais, derivados da própria moral da Igreja, sem a possibilidade do acesso às armas de fogo?

2-)Como a CNBB explicaria, então, o fato estatisticamente comprovado de que em TODOS OS lugares do mundo onde as armas de fogo foram liberadas para os cidadãos de bem, os índices de violência diminuíram drasticamente, inclusive – e principalmente – se comparados com países onde as armas são proibidas aos cidadãos idôneos.

3-) Uma entidade que se diz cristã, não pode defender o genocídio do povo de seu próprio país. Ora, todo governo que desarmou a população civil, logo na sequência praticou contra seu próprio povo o democídio e genocídio. Um milhão e meio de mártires cristãos armênios são prova disso, assim como os milhões de mortos na Alemanha Nazista, na União Soviética e na China de Mao-Tsé-Tung. O império turco-otomano, a Alemanha Nazista, a URSS e a China de Mao também eram contrários ao armamento da população civil, exatamente como a CNBB.

Portanto, é evidente que quem vai na contramão da segurança e do combate à violência é a própria CNBB, que é contra também a doutrina moral e social da própria Igreja Católica, ao dar voz, apoio e amparo institucional a um projeto de poder totalitário, assassino, cleptocrata , e o pior de tudo, anti-cristão, que é o projeto de poder do Foro de São Paulo, cujo tentáculo brasileiro mais vistoso é PT, que é um de seus fundadores, subscritores e em cujas atas de fundação declara apoio explícito ao comunismo.

Somente no penúltimo parágrafo da nota da CNBB é que aparece uma quase envergonhada menção a Cristo, “medida de nossa conduta moral” – o que é falso, e soa como um disfarce, para não dar muito na cara que a CNBB trabalha mesmo é para o reino de César. Um César redivivo, totalitário e totalmente comunista.

Não é a primeira vez na história que a Igreja está povoada desde dentro pelos inimigos que mais a querem destruir, pois conforme demonstra Richard Wurmbrand , em seu livro Marx and Satan, o marxismo é um verdadeiro projeto satânico, que visa não apenas destruir a humanidade, mas até mesmo a Deus.

A CNBB, infelizmente, com esta nota abertamente pró-comunista e anti-cristã, escolhe mais uma vez apoiar os maiores e mais declarados inimigos da Igreja de todos os tempos e eras: os comunistas. O assunto não é irrelevante, vejam-se as consequências de tal prática para os cristãos: em acordo com o decreto do Papa Pio XII, de 1949, Decretum Contra Communismum, confirmado por São João XXIII, e que está em pleno vigor, quem apoiar o comunismo, usando para isso a estrutura ou a hierarquia da Igreja, está excomungado automaticamente, sem necessidade de sentença.

Decreto do Santo Ofício de 1949:

Q. 1 Utrum licitum sit, partibus communistarum nomen dare vel eisdem favorem praestare.
[Acaso é lícito dar o nome ou prestar favor aos partidos comunistas?]

R. Negative: Communismum enim est materialisticus et antichristianus; communistarum autem duces, etsi verbis quandoque profitentur se religionem non oppugnare, se tamen, sive doctrina sive actione, Deo veraeque religioni et Ecclesia Christi sere infensos esse ostendunt.

Q. 2 Utrum licitum sit edere, propagare vel legere libros, periodica, diaria vel folia, qual doctrine vel actioni communistarum patrocinantur, vel in eis scribere.

[Acaso é lícito publicar, propagar ou ler livros, diários ou folhas que defendam a ação ou a doutrina dos comunistas, ou escrever nelas?]

R. Negative: Prohibentur enim ipso iure

Q. 3 Utrum Christifideles, qui actus, de quibus in n.1 et 2, scienter et libere posuerint, ad sacramenta admitti possint.

[Se os cristãos que realizarem conscientemente e livremente, as ações conforme os n°s 1 e 2 podem ser admitidos aos sacramentos?]

R. Negative, secundum ordinaria principia de sacramentis denegandis iis, Qui non sunt dispositi

Q. 4 Utrum Christifideles, Qui communistarum doctrinam materialisticam et anti Christianam profitentur, et in primis, Qui eam defendunt vel propagant, ipso facto, tamquan apostatae a fide catholica, incurrant in excommunicationem speciali modo Sedi Apostolicae reservatam.

[Se os fiéis de Cristo, que declaram abertamente a doutrina materialista e anticristã dos comunistas, e, principalmente, a defendam ou a propagam, “ipso facto” caem em excomunhão (“speciali modo”) reservada à Sé Apostólica?]

R. Affirmative.

Dante Mantovani é doutor em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina, apresentador do programa Música Universal na Rádio Vox e aluno do Seminário de Filosofia do prof. Olavo de Carvalho.

Fonte: Rádio Vox

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Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento


Por Odiosvaldo da Silva

Assistam na íntegra a palestra de lançamento do livro Mentiram para mim sobre o desarmamento, escrito por Bene Barbosa e Flavio Quintela. O evento aconteceu em 13 de abril de 2015, na Livraria Cultura do Shopping Fashion Mall, no Rio de Janeiro:

Sobre o livro

No segundo livro da série “Mentiram para mim”, Flavio Quintela está de volta, desta vez junto de Bene Barbosa, líder do Movimento Viva Brasil, para desmantelar e reduzir a chiados os argumentos mais usados pelos defensores do desarmamento: que países desarmados são mais seguros, que o governo quer desarmar as pessoas porque se preocupa com elas, que as armas precisam ser controladas para facilitar a solução de crimes – entre outras frases prontas. Este livro é resultado de uma pesquisa séria, feita com primor por seus autores, extremamente dedicados à questão já por muito tempo, na qual são expostas as informações reais a respeito dos benefícios que as armas trazem à sociedade. Como em “Mentiram e muito para mim”, este livro desfaz um grande número de mal-entendidos e falsos pressupostos – e o faz sem dó.

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