Por Fay Voshell, do site American Thinker
Bill Kristol, comentarista da Fox News disse que o fechamento de embaixadas dos EUA em 21 países é um sinal de fraqueza por parte de os EUA e sugere capitulação deste à Al-Qaeda.
Ele pode estar parcialmente certo, mas as chances são de que o fechamento de embaixadas signifique algo muito mais sinistro. Isto pode ser um sinal de um aumento da conflagração no Oriente Médio e Norte da África. Podemos estar olhando para o início da Terceira Guerra Mundial.
Por algum tempo, as lutas por poder das nações do Oriente Médio e da África têm sido amplamente caracterizadas como guerras civis entre as várias facções muçulmanas, incluindo a Irmandade Muçulmana. Mas as guerras civis são confinadas dentro das fronteiras nacionais. Uma vez que as linhas de fronteira são transpostas, como é atualmente o caso da Síria, as guerras tornam-se uma luta generalizada, com várias facções juntando-se com outras de mesma orientação política e ideológica nas nações vizinhas.
Como as Guerras Mundiais I e II demonstraram, quando a guerra escapa das fronteiras nacionais ou entidades agressivas invadem outras fronteiras nacionais, nações com um interesse em manter ou ampliar suas bases de poder começam a juntar-se umas com as outras, de acordo com as empatias ideológicas. A luta então se espalha à medida que mais e mais nações vão sendo sugadas para um “buraco negro” de conflito.
À medida que o Ocidente tem gradualmente abandonado sua antiga função na área, as fronteiras nacionais traçadas pelos Aliados no Tratado de Versalhes, que basicamente dividiram o antigo Império Otomano, têm estado sob pressão incessante. A pressão aumentou exponencialmente desde 1979, quando terroristas islâmicos atacaram a embaixada dos EUA em Teerã, capturando 60 reféns norte-americanos, que ficaram presos como reféns por 444 dias.
O movimento islâmico foi se espalhando de nação em nação, colocando a área em constante caos. Essas nações tinham sido criadas tendo como base os países europeus, com a esperança provável que cada nação tomaria gradualmente formas de governos democráticos, cabendo à Liga das Nações o papel de um mentor calmo e sensato. Mas os criadores do Tratado de Versalhes foram ingênuos quanto à natureza intransigentemente autoritária do islamismo, pois naquela época o Oriente Médio e os países do Norte da África estavam momentaneamente sob controle.
Agora, porém, as fronteiras nacionais estabelecidas em 1919 estão se tornando cada vez mais sem sentido, como o movimento islâmico objetivando a construção mais de um califado mundial do que a construção de nações islâmicas. O Ocidente, com sua longa tradição de democracia, nunca compreendeu plenamente a preferência islâmica por autoritarismo e a criação de um império e por isso se acreditou que as fronteiras nacionais que ele havia criado incentivariam o crescimento da democracia. No entanto, a criação de um califado mundial por parte dos islâmicos demanda que haja uma inevitável guerra entre as nações do Norte Africano e do Oriente Médio. As fronteiras nacionais não significam absolutamente nada para aqueles determinados a restabelecer o equivalente a um califado.
Diante do exposto, é racional afirmar que o encerramento de embaixadas dos EUA se deve ao fato de que as hostilidades na região atingiram tais proporções que as guerras civis que afligem a área não são mais reversíveis de forma significativa. Além disso, a al-Qaeda e sua laia, não muito tempo atrás descrita pela atual administração dos EUA como completamente derrotada, sem dúvida, sofreu uma metástase, a tal ponto que eles se sintam seguros para atacar os EUA (chamados de Grande Satã pela AL-Qaeda e sua corja) em seus postos avançados mais vulneráveis - os postos avançados que têm sido ilhas de diplomacia – diplomacia que não é mais possível.
O desaparecimento dos centros ocidentais da diplomacia no Oriente Médio e no norte da África pode significar que o Ocidente foi avisado (talvez por Israel?) e, finalmente, vê-se que não há uma solução diplomática possível, independentemente das atuais “negociações de paz” entre palestinos e Israel. As “negociações de paz”, provavelmente, devem ser consideradas como uma farsa completa, mantida até o fim, enquanto toda a área está prestes a pegar fogo enquanto os EUA saem do palco.
Enquanto isso, dois jogadores principais, Irã e Rússia, estão em um jogo de xadrez mortal projetado para garantir a hegemonia na região – uma hegemonia que quase certamente será bem sucedida se o Irã já tiver bombas nucleares.
Porém, Israel já pode ter sinalizado aos EUA que ela está prestes a fazer um ataque preventivo. Enquanto o mundo está focado no Oriente Médio e nas totalmente inúteis “negociações de paz”, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, sabendo de antemão que as negociações serão absolutamente inúteis, já poderia ter tomado a decisão de atacar as instalações nucleares iranianas. Pode ser que ele já tenha mandado um recado para o presidente Obama, que, com a omissão criminosa em Benghazi, agora está empenhado em retirar-se. O governo não quer que uma dúzia de incidentes iguais aos de Benghazi ocorram antes das eleições de 2014 e 2016. É mais politicamente conveniente para fechar as embaixadas e alertar os americanos para não viajar em vez de correr o risco de proteger tanto os postos diplomáticos ou cidadãos americanos.
Quando embaixadas estão fechadas, geralmente é porque a guerra é iminente. As linhas do Tratado de Versalhes estão se dissolvendo, as nações estão se desintegrando e novas entidades estão tomando forma. O que serão essas novas linhas é uma incógnita, mas pode ser que a aliança Irã-Rússia seja o novo “chefe” no Oriente Médio, mas não sem uma luta terrível.
A questão diante de Israel é se ele irá ou não permitir que o Irã tenha a capacidade de aniquilá-lo com bombas atômicas, como os líderes do Irã disseram expressamente que eles gostariam de fazer. Será que Israel irá passivamente enfrentar outro holocausto?
Não é provável.
A mentalidade de sobrevivência que tem servido tão bem a Israel provavelmente já está fazendo as luzes vermelhas piscarem no painel. Israel já disse várias vezes: “Nunca mais.” Para Israel é, de fato, agora ou nunca. Pode ser que o caos e a confusão que agora imperam no Oriente Médio irão permitir-lhe o momento oportuno para atacar, enquanto as nações vizinhas lutam entre si.
Quanto aos Estados Unidos, é uma incógnita qual seria seu papel em relação a Israel. Há fortes indícios que Obama não irá assumir qualquer aliança significativa com Israel, deixando Israel sozinho, enquanto fala palavras vazias de apoio.
O tempo dirá, é claro.
Mas, por enquanto, o fechamento sem precedentes das embaixadas americanas nos dá uma grande pista de que eventos sinistros estão acontecendo nos bastidores e que logo se revelarão, com conseqüências que mal podemos imaginar.
Nota do editor:
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