Por Daniel Greenfield, da Frontpage Mag
No debate de idéias para o futuro do Egito, a Irmandade não tinha nada a oferecer senão o sangue de seus seguidores e vítimas. Ela não tem idéias novas. Ela não tem nenhum registro de realizações. Ela não tem visão para o futuro, exceto corrupção e autoritarismo, disfarçados sob um discurso islâmico enganador.
O resultado de qualquer interação com a Irmandade poderia ter sido prevista a partir de seu lema: “Alá é o nosso objetivo. O profeta é o nosso líder. O alcorão é a nossa lei. Jihad é o nosso caminho. Morrer por Alá é nossa maior esperança.”
Nas ruas das cidades egípcias, ativistas da Irmandade Muçulmana atingiram seu maior objetivo. Morreram em sua jihad contra a oposição liberal e os militares, em sua luta contra os direitos humanos das mulheres e cristãos, em sua luta contra o governo multipartidário, em sua luta contra a liberdade de expressão, contra os museus e as bibliotecas, contra o futuro, enfim, morreram da mesma forma que os exércitos de Alá vêm morrendo, por mais de mil anos.
Alguns morreram tentando matar soldados egípcios e policiais. Outros foram mortos por seu próprio povo, a fim de maximizar o número de mortos e a propagação de choque e horror na comunidade internacional.
Assim como o Hamas, seu braço armado em Gaza, assim como suas brigadas sírias que destruíram cidades inteiras e as encheram de cadáveres e, assim como a Al Qaeda, cujos líderes sempre foram membros da Irmandade Muçulmana, a Irmandade não se importa com sangue que derrama.
Sendo seu maior objetivo morrer por Alá, então todo o resto é apenas um detalhe. Já os líderes da Irmandade Muçulmana, homens como Morsi e Khairat el-Shater, são muito menos ansiosos para morrer por Alá. Yusuf al-Qaradawi, louco pregador genocida da Irmandade, ainda está escondido no Qatar e lançando apelos à violência debaixo das saias do igualmente covarde emir do Catar, que financia onda da Irmandade de morte e terror na região, vivendo em seus palácios.
Em seu discurso final, Morsi se gabava de sua disposição de sacrificar o seu sangue pelo poder. Pregador do ódio, Qaradawi, da Irmandade pediu a jihadistas de todo o mundo para virem e serem martirizados no Egito.
Para os titãs ricos da Irmandade, seus seguidores são peões de xadrez para serem alienados e usados como meros escudos humanos para as suas ambições políticas. A Irmandade Muçulmana ofereceu o sangue de seus peões abundante e generosamente durante os confrontos com a polícia egípcia, da mesma forma que os terroristas do Hamas e do Hezbollah derramaram o sangue do seu próprio povo.
O que comprou com seu sangue é a indignação do mundo. Organizações terroristas usam sempre a mesma tática: elas desencadeiam uma violência horrível, põe a culpa pela brutalidade nas autoridades e esperam para que o mundo intervenha e aplique pressão sobre qualquer governo que eles estejam tentando derrubar.
Os líderes da Irmandade sabiam disso. Seus discursos inflamados incitando seus seguidores para uma luta mortal criaram a tensão que explodiu em violência brutal.
Os líderes da Irmandade Muçulmana seguiram as mais antigas tradições do Islã, oferecendo aos seus seguidores o paraíso e expiação em troca de libertar as suas paixões mais sombrias. O fato de que a “libertação” terminou em centenas de mortes não é de todo sem precedentes em muitas guerras e conflitos do Islã.
O que qualquer pessoa normal consideraria um massacre, a Irmandade Muçulmana considera uma oportunidade.
A Irmandade Muçulmana usa o sangue de seus seguidores como moeda para comprar indignação internacional, que será usada para pressionar o Egito para libertar os líderes da Irmandade como os cães do inferno Morsi e e Khairat el-Shater. Ela quer que os confrontos sejam os mais sangrentos e brutais possíveis. A Irmandade quer a indignação do mundo, porque sabe que é a maneira mais rápida de tirar seus líderes da cadeia e de colocá-los de volta no poder.
Essas táticas assassinas seriam inúteis se os Estados Unidos e a Europa não estivessem cheios de idiotas úteis e companheiros de viagem, dentro e fora da mídia, exigindo o fim imediato da violência. Há apenas uma maneira de deter a violência: exterminando a Irmandade Muçulmana.
O Egito teve alguma paz apenas através da supressão da Irmandade Muçulmana. Ele só vai ter paz quando a Irmandade Muçulmana for exterminada. Os últimos dois anos têm mostrado que não pode haver paz com a Irmandade Muçulmana.
Dentro ou fora do poder, a Irmandade é assassina, intolerante e cruel, empenhada em obter o poder absoluto.
Respondendo à carnificina com o fim da ajuda externa ao Egito, é uma forma explícita de colaboração nas atrocidades da Irmandade Muçulmana e a maneira mais segura de garantir que eles irão se repetir. O Egito pode até merecer a perder a sua ajuda externa, mas que o façam justamente agora é entregar a vitória à pior organização terrorista do mundo, dando-lhe todo o incentivo para aumentar o número de mortes no futuro.
A opção de tentar integrar a Irmandade Muçulmana no governo egípcio é uma loucura sem sentido. Com terroristas filhos da puta não se negocia. Há espaço para um movimento que busca nada além de morte nas fileiras de qualquer governo? Pode a loucura assassina ser moeda de troca para alcançar o poder? Devem os incendiários de igrejas e torturadores de manifestantes pacíficos serem recompensados com o poder pela segunda vez?
Os governos ocidentais temem a escalada da violência no Egito. E esse temor é a arma secreta dos grupos terroristas. Os grupos terroristas sempre aumentam a intensidade da violência, gastando sua moeda de troca – sangue – para quebrar a vontade dos seus inimigos. A única maneira de quebrar esse ciclo é ser ainda mais violento que eles e exterminá-los, mostrando que os povos e os governos que estão sendo aterrorizando não irão se curvar sob o peso do terror.
As guerras não são ganhas por meio de medidas paliativas e aplicação de “panos quentes”, mas sim por meio da intensificação do confronto, de demonstração de força. Os Estados Unidos perderam no Afeganistão justamente porque não estavam dispostos a lutar de maneira ainda mais sangrenta do que os malditos Talibãs. O governo egípcio tem mostrado que está disposto em corresponder a crueldade da Irmandade Muçulmana, sem recuar, sem agir como os bunda-moles ocidentais.
Punir a coragem dos soldados egípcios e policiais que combateram a Irmandade Muçulmana nas ruas, forçando o governo a renunciar e entregar o poder de volta aos terroristas que quase transformaram o Egito em um segundo o Irã, é um crime hediondo. É um crime cujas conseqüências não serão sentidas somente pelas mulheres e os cristãos do Egito, mas por todos nós.
Fonte: Frontpagemag.com
Tradução: Blog Esquerdopatia