A SAÍDA DOS EUA DAS NAÇÕES UNIDAS


Publicado por Reuters, em 23 de janeiro de 2017
Traduzido por Sérgio Pereira

“Por que o contribuinte americano deveria financiar uma organização internacional que trabalha contra os interesses dos Estados Unidos em todo o mundo?”

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Uma resolução proposta pela Câmara americana passou discretamente pelo radar público, propondo que os Estados Unidos retirem sua filiação às Nações Unidas, assim como outro projeto de lei foi elaborado para cortar o financiamento dos EUA para o organismo.

O projeto de lei, proposto pelo deputado Mike Rogers, do partido Republicano, intitulado American Sovereignty Restoration Act de 2017, busca uma retirada completa dos EUA da ONU, que o organismo internacional remova sua sede de Nova York e que toda a participação seja interrompida com a Organização Mundial da Saúde.

Rogers e outros proeminentes republicanos têm repetidamente manifestado a idéia de que o dinheiro dos contribuintes norte-americanos não deve ir para uma organização que não promove os interesses dos EUA – incluindo os interesses de Israel, aliado dos EUA. O novo documento é apenas a mais recente manifestação de sentimento que vem crescendo há  algum tempo.

O projeto de lei foi discretamente introduzido em 3 de janeiro e passou para o Comitê de Assuntos Estrangeiros da Câmara. Se aprovado, o projeto levaria dois anos para entrar em vigor. Também revogaria a Lei de Participação das Nações Unidas de 1945, assinada após a Segunda Guerra Mundial.

“O Presidente encerrará toda a participação dos Estados Unidos nas Nações Unidas em qualquer órgão, agência especializada, comissão ou outro órgão formalmente afiliado das Nações Unidas … A Missão dos Estados Unidos para as Nações Unidas está encerrada. Quaisquer funções remanescentes devem ser encerradas”, de acordo com o texto da resolução HR 193.

O projeto de lei também proibiria “a autorização de transferência de fundos ou contribuições voluntárias dos Estados Unidos para a ONU”, o que também incluiria quaisquer despesas militares ou de manutenção da paz, o uso das forças armadas dos EUA pela ONU e a perda de “imunidade diplomática para Oficiais ou funcionários da ONU ” em solo americano.

Rogers tinha tentado passar a mesma lei em 2015, embora sem sucesso.

“Por que o contribuinte americano deveria financiar uma organização internacional que trabalha contra os interesses dos Estados Unidos em todo o mundo?” Rogers perguntou na época, em defesa de sua idéia.

“Agora é hora de restaurar e proteger a soberania americana e sair das Nações Unidas”.

Outro partidário da resolução HR 193, Rend Paul também afirmou isso em janeiro de 2015: “Não gosto de pagar por algo composto em grande parte por países de terceiro mundo, sem liberdade nenhuma e que ainda por cima atacam e queixam-se dos Estados Unidos … Há um monte de razões pelas quais eu não gosto da ONU e ficaria feliz em dissolvê-la “, acrescentou o senador de Kentucky.

Mais tarde, em junho de 2015, Rogers apresentou seu documento – então chamado HR 1205, que era essencialmente a mesma idéia do “USExit” que ele está propondo agora.

“A ONU continua a provar que é uma burocracia ineficiente e um completo desperdício de dólares dos impostos americanos”. Rogers citou tratados e ações que ele acredita que “atacam nossos direitos como cidadãos norte-americanos”. Dentre estes, citou regulamentação sobre armas de fogo, a imposição de regulamentação internacional sobre combustíveis fósseis e, mais importante ainda, o ataque da ONU a Israel, ao votar para conceder à Palestina o estatuto de “observador permanente” dos Estados Não Membros.

“Quem não é amigo de nosso aliado, Israel, não é amigo dos Estados Unidos”.

Essa mesma lógica foi usada em janeiro, quando os republicanos da Câmara prepararam uma legislação que iria diminuir – mesmo potencialmente eliminar – financiamento dos EUA para a ONU. Segundo cálculos da Heritage Foundation, os EUA fornecem mais de 22% de todo o financiamento da ONU.

O projeto de lei para cortar o financiamento foi introduzido logo após o Conselho de Segurança da ONU votar por 14-0 contra a construção de assentamentos israelenses, algo que o  primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, considerou uma traição, pois os EUA recusaram-se a vetá-lo. Além disso, desaprovou também a repentina atitude condenatória por parte de Barack Hussein Obama para com Israel, no final de sua presidência.

Ainda assim, o voto da resolução veio no mesmo ano que o governo de Obama concedeu a Israel com seu maior pacote de ajuda militar da História, assinando um acordo bilateral em setembro que lhe daria US$ 38 bilhões em 10 anos.

No entanto, com Donald Trump agora no poder, muitos republicanos parecem estar querendo que os EUA saiam da ONU ou cortem o financiamento, com renovado fervor.

Todos os anos, os EUA concedem aproximadamente US $ 8 bilhões em pagamentos obrigatórios e contribuições voluntárias para a agência internacional de paz e suas organizações afiliadas. Cerca de US $ 3 bilhões dessa soma vão para os orçamentos regulares de manutenção da paz da ONU.

Fonte: Reuters

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